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G10 prevê um maior enfraquecimento da economia mundial em 2009

Arantxa Iñiguez. Frankfurt (Alemanha), 12 jan (EFE).- Os bancos centrais do Grupo dos Dez (G10, os países mais industrializados do mundo) prevêem um enfraquecimento maior da economia global em 2009 e uma recuperação notável em 2010.

EFE |

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) e porta-voz do G10, Jean-Claude Trichet, disse hoje que "a economia global desacelerará significativamente em 2009" e que os países industrializados terão provavelmente números de crescimento negativos este ano.

Após uma reunião na cidade suíça da Basiléia dos presidentes dos bancos centrais dos países do G10, Trichet acrescentou que houve consenso ao considerar que "2010 deveria ser o ano da recuperação".

Sob o patrocínio do Banco para Pagamentos Internacionais (BIS, na sigla em inglês), cuja sede fica na Basiléia, os bancos centrais do G10 e de algumas economias emergentes se reúnem a cada dois meses para analisarem a economia global.

Por outro lado, Trichet explicou que as entidades monetárias não falaram de ações coordenadas.

Os planos de apoio para o setor financeiro aprovados pelos Governos e as medidas adotadas pelos bancos centrais impediram que os mercados internacionais caiam, declarou Trichet.

No entanto, as principais entidades monetárias do mundo observam que estas decisões e medidas não foram descontadas completamente nos mercados financeiros, diz Trichet, que destacou que a recente queda dos preços das matérias-primas ajudará a economia internacional.

O presidente do BCE afirmou também em que as economias emergentes ainda são robustas, mas também sofrem enfraquecimento.

"A queda dos preços do petróleo e das matérias-primas foi substancial e é um estabilizador progressivo em nível global", declarou o presidente do BCE.

"Na situação atual, mais que nunca, a confiança é essencial, pois grande parte do arrefecimento que observamos vem do canal de confiança", declarou Trichet.

Ele acrescentou que "por isto é importante que todas as autoridades, incluídos os bancos centrais, façam o que for apropriado para preservar e reforçar a confiança e permitam que funcione o canal de confiança novamente".

Desde o início da crise financeira, em agosto de 2007, os bancos centrais introduziram liquidez extraordinária nos diferentes mercados para evitar uma escassez de liquidez.

Por outro lado, as entidades monetárias diminuíram as taxas de juros de forma radical para impulsionarem o crescimento econômico.

Após a quebra do Lehman Brothers, em meados de setembro de 2008, aconteceu uma intensificação da crise financeira e as taxas de juros dispararam no mercado interbancário.

No dia 8 de outubro de 2008, o BCE diminuiu a taxa de juros em 0,5 ponto percentual, em uma ação coordenada com o Federal Reserve (Fed, banco central americano), com o Banco da Inglaterra (autoridade monetária britânica) e com os bancos centrais da Suíça, da Suécia e do Canadá.

O Fed reduziu a taxa de juros posteriormente de forma drástica até deixá-la em dezembro passado em um patamar de 0% a 0,25%, um nível historicamente baixo.

O Banco da Inglaterra cortou na semana passada a taxa de referência em 0,5 ponto percentual, para 1,5%.

Por outro lado, o Conselho do BCE reúne-se na próxima quinta para discutir a política monetária da zona do euro e poderia cortar mais a taxa de juros, atualmente em 2,5%.

Os países-membros do G10, grupo que é formado na realidade por 11 países e que concentra 85% da economia mundial são Alemanha, Bélgica, Canadá, EUA, França, Itália, Japão, Holanda, Reino Unido, Suécia e Suíça. EFE aia/fal

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