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Fusões marcaram ambiente corporativo brasileiro em 2008

Redação Central, 20 dez (EFE).- Em tempos de crise financeira, o ambiente corporativo brasileiro foi sacudido em 2008 pelo anúncio da fusão entre Itaú e Unibanco, a união da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e a compra da cervejaria Anheuser-Busch - fabricante da Budweiser - pela Inbev.

EFE |

No começo de novembro, os controladores da Itaúsa - empresa constituída para centralizar as decisões financeiras e estratégicas do grupo Itaú - e da Unibanco Holdings anunciaram a fusão e a conseqüente formação do maior banco do país e do maior grupo financeiro do hemisfério sul.

A nova instituição terá 4.800 agências e postos de atendimento e responderá por 18% da rede bancária, com 14,5 milhões de clientes de conta corrente. Em volume de crédito representará 19% do sistema brasileiro, e em total de depósitos, fundos e carteiras administradas atingirá 21%, informou o Itaú em comunicado.

Pedro Moreira Salles, do Unibanco e futuro presidente do Conselho de Administração da nova instituição, afirma que "um dos aspectos mais significativos da associação diz respeito ao grande alinhamento de princípios entre as duas empresas, pautado por valores elevados, capacidade empreendedora e a obstinação de buscar sempre os melhores talentos".

A fusão ainda terá de ser aprovada pelo Banco Central e por órgãos reguladores para ser oficializada.

Outra união que provocou reações no mercado financeiro foi a da Bovespa - líder na América Latina - com a BM&F - segunda do continente em negociação de contratos futuros de matérias-primas, metais e moedas -, aprovada por respectivos conselhos de administração em março.

Juntas, passaram a formar a terceira maior Bolsa do mundo em valor de mercado, a segunda da América e líder no "continente" latino-americano.

Em maio, os acionistas da Bovespa e da BM&F aprovaram a fusão, e em julho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu aval, sem restrições, à integração das atividades das duas instituições.

A cervejaria belgo-brasileira Inbev, por sua vez, anunciou em novembro a formalização da compra da concorrente americana Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, entre outras marcas. Com isso, tornou-se o maior grupo mundial de produção de cerveja, segundo comunicado.

O brasileiro Carlos Brito, executivo-chefe (CEO) da Anheuser-Busch Inbev, disse estar "feliz por anunciar o fechamento deste acordo histórico". "Criamos uma companhia global mais forte, mais competitiva, com grande potencial de crescimento em todo o mundo", completou.

Já em dezembro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu anuência prévia para a transferência de controle da Brasil Telecom para a Oi, depois de a transação ter sido realizada pelas companhias em 25 de abril.

Para que a operação fosse desenvolvida, foi necessária uma mudança na legislação vigente, que não permitia que um mesmo grupo detivesse duas concessões de telefonia no país.

A alteração se deu por meio de decreto do Governo, em um novo Plano Geral de Outorgas (PGO). EFE fr/mh

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