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Entre os sedãs médios e grandes com motores acima de 2 litros, apenas três concorreram: os mexicanos Ford Fusion 2.3 e Volkswagen Jetta 2.

5 e o nacional Chevrolet Vectra 2.4, citados na ordem de suas colocações.

O carro da Ford superou os rivais por ser mais confortável e espaçoso, além de ter lista de itens de série a maior que a dos rivais.

Por um preço competitivo no segmento, R$ 83.620, o Fusion vem com ar-condicionado eletrônico, seis air bags, banco do motorista com comando elétrico para altura e distância, freios ABS, rodas de liga leve 17" e sensor traseiro de estacionamento. Teto solar é opcional e custa R$ 3.535.

O conjunto mecânico se destaca pela eficiência. Mesmo menor, o motor tem potência de 162 cavalos, apenas 8 cv a menos que a entregue pelo propulsor do Jetta e 12 cv à frente do Vectra. O câmbio automático de cinco marchas permite reduções na alavanca.

Desenvolvido para o mercado dos EUA, o Fusion proporciona um rodar suave e tranqüilo, mas quando exigido em curvas rápidas, ele não deixa a desejar.

Para completar, a cabine é ampla, graças à carroceria com medidas típicas de um sedã médio-grande. São 4,83 m de comprimento, 1,83 m de largura e 2,73 m de distância entre eixos.

Quem mais se aproxima do Ford é o também mexicano Jetta. Só que ele é o mais caro dos três (R$ 86.260), tem a lista de equipamentos mais modesta e valores bem mais altos para peças de reposição e seguro, de acordo com levantamento do JC.

O Volks também é mais apertado no interior. Porém, traz mais tecnologia. Só ele tem ar-condicionado eletrônico de duas zonas, controle de estabilidade e comando seqüencial para o câmbio automático de seis marchas.

O Vectra custa um pouco menos (R$ 82.017) e seu nível de equipamentos é até bom. Mas o acabamento decepciona e a mecânica é bem ultrapassada.

De janeiro a junho foram vendidas 4.635 unidades do Fusion, quase o dobro das registradas pelo Jetta no período. A linha Vectra tem volumes maiores, mas a participação da versão 2.4 é pífia.