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Fusão mostra que o mercado brasileiro está indiferente à crise, diz especialista

SÃO PAULO - A fusão dos bancos Itaú e Unibanco, anunciada nesta segunda-feira, para formar um dos 20 maiores conglomerados do mundo, deve fortalecer o mercado financeiro nacional. Quem explica é o economista e professor da Universidade Ibmec do Rio de Janeiro Gilberto Braga, para quem a associação mostra que ¿o mercado financeiro não está a beira da ruína¿. ¿[O mercado financeiro brasileiro] está indiferente ao que aconteceu lá fora, está sadio¿, afirmou.

Redação |

 

    Braga explicou que a fusão deve fortalecer o mercado nacional e dar mais vigor para a atuação do novo conglomerado também fora do País. A junção das operações torna a instituição a maior do Hemisfério Sul, com ativos totais de R$ 575,1 bilhões. A tendência é uma operação internacionalizada, que abre espaço para outras operações, disse.

    Segundo o especialista, o anuncio é uma surpresa positiva para os mercados e acaba com rumores de que o Unibanco enfrentava problemas financeiros por possuir ações da American International Group (AIG) - maior seguradora americana que foi atingida pelo estouro da bolha das hipotecas nos Estados Unidos. Este anuncio coloca uma pedra em cima das especulações, considerou.

    Para o economista, a fusão do Itaú com o Unibanco minimiza a disputa pelos clientes de classe alta, já que as duas instituições competiam por esse mesmo grupo. O Itaú se completa bem com Unibanco porque o Unibanco tem clientela de classe alta e reforça o seguimento que o Itaú começou a trabalhar quando ficou com ações do Personnalité, explicou, acrescentando que, por ser um banco médio, o Itaú era bastante cobiçado por instituições maiores.

    Um dos prejudicados com a associação deve ser o Citibank, que também disputa o mesmo nicho do mercado com o Itaú e o Unibanco. Ele passa por um momento difícil. A tendência agora é crescer abrindo pequenas agências, acredita o professor Braga.


    Os demais bancos

    Para o especialista em Global Brandings e professor de pós-graduação da Universidade Fernando Álvares Penteado (FAAP), José Roberto Martins, o mais prejudicado com a compra do Unibanco pelo Itaú foi o  Bradesco, o maior banco do Brasil até a consolidação da fusão. Não há como o Bradesco os alcançar em termos de tamanho, afirmou. Segundo ele, mesmo se comprasse bancos menores, como o Nossa Caixa e o Votorantim, o Bradesco não conseguiria chegar ao tamanho da nova instituição financeira , que será chamada de Itaú Unibanco Holding. O Bradesco não vai conseguir se comunicar como sendo o maior banco do setor. Ele terá que se reinventar em termo de posicionamento da marca, disse.

    Na opinião do especialista, o Banco do Brasil não deve sofrer com a fusão já que tende a ser beneficiados com políticas do governo. O governo não vai gostar de ver o Banco do Brasil perder posições, afirmou.

    Martins avalia que o período de transição deve durar cerca dois anos e envolver a adequação dos sistema de informática dos dois bancos e as mudanças nas estratégicas de comunicação de ambos. A marca que deve prevalecer é Itaú. As agências Unibanco devem virar Itaú, considera.

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