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Fusão de Unibanco e Itaú será votada dia 28 de novembro

SÃO PAULO - Os acionistas do Unibanco e do Itaú Holding Financeira foram convocados para apreciar a proposta de fusão das instituições no próximo dia 28 de novembro, conforme editais publicados pelos bancos. A assembléia do Unibanco ocorrerá às 11h, enquanto a do Itaú foi agendada para as 16h do mesmo dia.

Valor Online |

 

De acordo com diversos comunicados oficiais divulgados pelas duas instituições na noite de quarta-feira e nesta quinta-feira, o processo para concluir a associação dos bancos está ocorrendo de forma acelerada.

O conselho de administração do Unibanco aprovou a nomeação de 13 executivos do Itaú para compor sua diretoria. Entre os nomes está o de Roberto Setubal, que passar a ser o diretor presidente, em substituição a Pedro Moreira Salles, que ficou como diretor vice-presidente. Mudança semelhante ocorreu no Itaú, com a nomeação de diretores do Unibanco. Segundo o Itaú Holding Financeira, isso foi determinado para "facilitar o processo de transição".

Segundo explicado em Fato Relevante, a associação dos dois bancos será feita por um processo complexo. Primeiro o Banco Itaú S.A. vai incorporar as ações da E. Johnston Representação e Participações (sociedade jurídica que reúne das ações da família Moreira Salles no Unibanco Holdings e no Unibanco), depois do Unibanco Holdings e posteriormente do Unibanco. Nestas duas últimas etapas, serão incorporadoras somente as ações que já não forem detidas indiretamente a cada passo do processo.

Em um segundo momento, o Banco Itaú S.A. será incorporado pelo Banco Itaú Holding Financeira, que mudará de nome e passará a se chamar Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A.. Esta será a única empresa do conglomerado financeiro que terá ações negociadas no mercado.

No protocolo de incorporação, o Unibanco diz que vai suspender a determinação aprovada em assembléia do dia 16 de julho que previa aumento de capital - com capitalização de reservas - com emissão de novas ações. A proposta do conselho do Unibanco é de que a capitalização das reservas seja feita, mas sem emissão de novas ações.

No mesmo documento, o Unibanco diz que um laudo elaborado pela Hirashima & Associados apurou valor econômico de R$ 30,231 bilhões para a instituição, considerando a data base de 30 de setembro.

Já no seu Fato Relevante, o Itaú Holding Financeira diz que, levando em conta a análise feita pela Hirashima, em conjunto com as avaliações feitas pelo Rothschild e pelo Morgan Stanley, o valor econômico do Unibanco para fins da incorporação foi determinado em R$ 29,4 bilhões. O valor é superior ao total de R$ 26 bilhões calculado por analistas levando em conta o preço das ações do Itaú Holding no dia útil anterior ao anúncio da fusão, 31 de outubro.

Considerando também as ações que serão emitidas pelo Banco Itaú S.A. para a incorporação do Itaú Europa, o valor total do aumento de capital que será realizado no banco será de R$ 29,973 bilhões.

Na segunda etapa da transação, a incorporação das ações do Banco Itaú S.A. implicará aumento de capital do Itaú Holding no valor de R$ 12 bilhões, com a emissão de 527.750.941 ações ordinárias e 614.237.130 ações preferenciais do Itaú Holding, as quais serão atribuídas aos atuais acionistas da E.Johnston, da Unibanco Holdings e do Unibanco.

Ao final do processo, o capital social do Itaú Holding passará a ser de R$ 29 bilhões, representado por 2.081.169.523 ações ordinárias e 2.074.227.040 ações preferenciais.

Considerando este aumento de capital, a variação de participação acionária e os efeitos contábeis e fiscais, os bancos estimam um impacto positivo de R$ 8,1 bilhões no resultado do Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A. (acima dos R$ 7,9 bilhões previstos inicialmente) e de R$ 2,5 bilhões no balanço da Itaúsa, controladora do Itaú.

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