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Fusão de Itaú e Unibanco ajuda a conter crise global, diz Mantega

Rio de Janeiro, 3 nov (EFE).- O ministro da Fazenda Guido Mantega celebrou hoje a anunciada fusão entre Itaú e Unibanco, já que, segundo ele, pode ajudar a aumentar a fluência de crédito em meio à crise global.

EFE |

"Acho que favorece na medida em que fortalece as instituições", disse Mantega à imprensa em Brasília ao comentar a notícia.

Segundo ele, embora as instituições já sejam fortes, conhecidas e tradicionais, terão um poderio financeiro maior além de se transformar em uma das maiores do mundo.

Itaú e Unibanco, respectivamente segundo e terceiro maiores bancos do país, anunciaram hoje uma fusão para criar uma nova instituição, batizada de Itaú Unibanco Holding, com ativos combinados de R$ 575 bilhões e 18% da rede bancária nacional.

A operação ainda deve ser aprovada pelo Banco Central e o Governo através de organismos de regulação de mercado.

O novo banco superará em ativos o Banco do Brasil, até então o maior do país e também o Bradesco, que era o maior do setor privado.

"A vida é assim. O Banco do Brasil terá oportunidade de avançar e se refazer" e continuará crescendo, disse Mantega.

Para o ministro, fusões como esta são "normais" em momentos de turbulências financeiras internacionais.

"Como são dois bancos tradicionais, sólidos, acho que é um fato importante neste momento que eles se unam para continuar em seu papel de liberar crédito", frisou o ministro. EFE ol/rr

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