Paris, 7 out (EFE).- As negociações entre o grupo Caisse dEpargne com o Banque Populaire para sua fusão com o intuito de criar um gigante no setor de bancos particulares da França receberam o aval do presidente francês, Nicolas Sarkozy, publica hoje a imprensa local.

O jornal econômico "La Tribune" explicou que os presidentes do Caisse d'Epargne, Charles Milhaud, e do Banque Populaire, Philippe Dupont, examinaram o projeto de fusão antes de serem recebidos no Palácio do Eliseu, de onde saíram com o sinal verde de Sarkozy.

Esta publicação afirmou que será anunciado "de forma iminente" um acordo de princípios, sobre o qual os dois envolvidos não fizeram nenhuma comunicação oficial.

Uma fonte citada pelo jornal "Les Echos" afirmou que "quando se vai apresentar um projeto ao Palácio do Eliseu, é porque não se está apenas na fase das intenções".

Esta publicação disse que Sarkozy acompanha de perto o processo de negociação que é realizado em um marco muito particular, marcado especialmente pela absorção pelo BNP Paribas de uma parte dos ativos do Fortis.

Segundo os esquemas apresentados pela imprensa, a união se traduziria na fusão de seus órgãos centrais sobre a base da igualdade dos dois componentes, mas se manteriam diferenciadas as redes de filiais, assim como as marcas.

A idéia de juntar as duas entidades não é nova e a este respeito é necessário lembrar que no final de 2006 decidiram pôr colocar em uma filial comum, a Natixis, seus respectivos negócios de bancos de investimento e financiamento, que está sofrendo uma verdadeira queda, que se agravou nas últimas semanas com a crise financeira.

A união das duas redes bancárias criaria um conjunto de mais de 8.000 agências e 95.000 funcionários com 33 milhões de clientes.

No ano passado o Caisse d'Epargne teve 9,8 bilhões de euros de receita e 1,4 bilhão de euros de lucro, enquanto o Banque Populaire teve receita de 5,83 bilhões de euros e lucro de 1,34 bilhão. EFE ac/fal

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