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Fusão de bancos é celebrada em clima de casamento

Os finalmentes do acordo que uniu Itaú e Unibanco começaram a ser acertados no sábado de manhã, na casa de Israel Vainboim, conselheiro do Unibanco, em SP. As conversas se prolongaram, entrando pela noite, até que, no domingo, em clima de casamento - bem-casados foram encomendados, bem como champagne -, as famílias Setubal-Villela e Moreira Salles finalmente assinaram as dez vias de contratos que selaram as núpcias.

Agência Estado |

Houve até troca emocionada de beijos entre Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, que lembraram, respectivamente, seus pais Olavo Setubal e Walther Moreira Salles, fundadores dos conglomerados financeiros. Com direito a choro e tudo mais.

Tanto Pedro Moreira Salles como Roberto Setubal contaram, ontem pela manhã, que as conversas se iniciaram em agosto de 2007. "Mas já havíamos pensado nisso outras vezes, como em 98", diz Roberto. Segundo Pedro, a idéia ganhou corpo nos últimos meses. "Foi na quarta que decidimos: o momento é agora", completa Roberto.

"Essa foi a união mais fácil do Brasil, capitaneada por um único advogado representando ambas as partes, o Gabriel Jorge Ferreira (do Unibanco)", destaca Pedro.

Olavo Setubal, alguns meses atrás, chegou a levantar a possibilidade de ceder a presidência do conselho do Itaú para Pedro. "Meu pai tinha a visão de que a empresa vem antes de interesses pessoais," diz Roberto. Já Pedro lembra que seu pai, Walther, tirou o nome Moreira Salles do banco para despersonalizá-lo.

Para informar Henrique Meirelles, do BC, Roberto e Pedro voaram a Brasília no domingo de manhã. Em aviões separados. Lula foi informado por Roberto e Pedro, pessoalmente, em SP, às 18h de domingo. "Isso é do que o Brasil precisa, de gente que acredita", disse. E ontem, Paulo Bernardo ponderou: "A operação fortalece o Brasil".

A união entre os irmãos Moreira Salles é tanta que o cineasta Waltinho não voltou de Los Angeles para assinar os contratos. Deu procuração aos irmãos Fernando, Pedro e João. Também fez falta Paulo Setubal, que está doente.

Só uma pessoa de fora dos grupos foi chamada a opinar: Nelson Eizirik, ex-CVM. Ajudou na fórmula de troca de ações entre as partes. Na reunião da Febraban, domingo à noite, na casa de Fábio Barbosa, nenhuma palavra sobre o acordo que estava sendo fechado. Presentes, pelo Unibanco, Vainboim. Pelo Itaú, Antonio Matias.

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