Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Furacões reduziram abastecimento mensal de produtos agropecuários em Cuba

Havana, 3 out (EFE).- Os furacões Ike e Gustav, que arrasaram Cuba entre 30 de agosto e 9 de setembro, reduziram de 500 mil para 100 mil toneladas o abastecimento mensal de produtos agropecuários, informou hoje o jornal oficial Granma.

EFE |

"Não serão momentos de mercados cheios e com variedade, pois, se em agosto, a comercialização de carnes e verduras em geral tem sido de 500 mil toneladas, em setembro só chegou a 100 mil", diz a publicação, porta-voz do governante Partido Comunista.

"Diante de tais circunstâncias, o país avalia disposições para amenizar desabastecimentos", acrescenta o "Granma", e lembra que o Governo presidido pelo general Raúl Castro colocou em vigor medidas "para evitar especulações e garantir uma distribuição mais equilibrada".

Segundo o jornal, "o Estado se esforça para aumentar o abastecimento".

As medidas do Governo para evitar aumentos de preços incluem o congelamento de alguns produtos nos níveis que tinham antes da passagem dos furacões, o que agravou o desabastecimento nos poucos mercados agropecuários que até agora eram regidos pela oferta e pela demanda.

"Demorará algum tempo para poder estabilizar a oferta que havia", declarou o "Granma", e acrescenta que "será necessário observar se não há 'outros' mercados nas esquinas, nas casas, nos locais não estabelecidos para a venda, onde o povo viola preços e regulações".

Os furacões destruíram boa parte dos cultivos da ilha, deixaram sem-teto milhões de cubanos e causaram prejuízos calculados pela imprensa oficial em US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões.

O líder cubano Fidel Castro criticou na quinta-feira os dirigentes do Governo presidido por seu irmão Raúl ao dizer que eles "sonham realmente em satisfazer todas as solicitações de 'passarinhos voando' que as pessoas desejam".

"É necessária uma rigorosa disciplina e uma ordem absolutamente racional de prioridades, sem temor nenhum de estabelecer o que deve ou não ser feito e partindo sempre do princípio de que nada é fácil", escreveu o ainda primeiro-secretário do Partido Comunista em um artigo.

Na coluna, publicada na última quinta em um site e reproduzida hoje pela imprensa oficial, Castro repassa o custo dos combustíveis e ressalta: "Frente à demanda desmedida por combustível pelas entidades do Estado, a resposta foi categórica: reduza as atividades que pensou ou sonhou". EFE am/fh/fal

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG