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RIO - Representantes dos 12 sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiram iniciar, a partir da meia-noite de quarta para quinta-feira, uma paralisação nacional de 48 horas em todas as operações da Petrobras situadas sob a área de atuação da FUP. A greve de advertência não afetará a produção em nenhuma unidade e o objetivo dos sindicalistas é interromper serviços como manutenção preventiva e evitar rendição de troca de turnos.

O objetivo dos petroleiros, segundo o diretor de comunicação da FUP, José Divanilton, é apoiar o movimento de cinco dias iniciado na segunda-feira pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense e reforçar a luta pelo aumento da Participação de Lucros e Resultados (PLR).

Na semana que vem os sindicatos filiados à FUP e os outros cinco que abarcam funcionários da Petrobras, se reunirão e, caso não haja avanço na proposta para aumento do PLR, poderá ser decretada uma greve de até cinco dias, com paralisação total, inclusive na produção.

Divanilton explica que o limite legal para o PLR é de 25% do valor destinado aos acionistas no pagamento de dividendos, mas ressalta que a proposta atualmente colocada pela empresa é de apenas 12,57% do que é destinado aos detentores de ações.

Os acionistas ficam com a maior parte e nós queremos avançar neste percentual, afirmou o diretor.

Na Bacia de Campos, os trabalhadores filiados ao Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense estão, desde segunda-feira, em greve de cinco dias por conta de uma disputa com a Petrobras sobre o tratamento dado ao dia de desembarque das plataformas. Os funcionários querem que a empresa reconheça como dia trabalhado, enquanto a companhia encara o dia de desembarque como folga.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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