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Fundos voltados para ações do Brasil perdem US$ 742 milhões

SÃO PAULO - Nas últimas 15 semanas, os saques dos fundos de ações voltados para o Brasil somaram US$ 742,4 milhões, segundo dados compilados pela EPFR Global. Dentro desse período considerado terrível pelo diretor-gerente da consultoria, Brad Durham, o retorno dos fundos foi negativo em 51,5%, sendo que grande parte dessa perda de valor (22,8%) aconteceu nas últimas duas semanas.

Valor Online |

Apesar dos saques volumosos, Durham lembra que, no acumulado de 2008, o saldo ainda é positivo em US$ 56,5 milhões. Por outro lado, vale lembrar que o país fechou 2007 com saldo positivo de US$ 4,37 bilhões.

Ampliando o foco da análise, a EPFR aponta que apesar das indicações pouco positivas sobre a economia norte-americana, que prepara um plano de US$ 700 bilhões para resgatar seu setor financeiro, os Estados Unidos permanecem como opção mais segura em um mundo cercado de incerteza.

Na semana encerrada dia 24 de setembro, os investidores sacaram US$ 9,5 bilhões dos fundos ações e bônus focados em mercados globais e emergentes e mandaram US$ 10 bilhões para os Fundos de Ações dos Estados Unidos, além de retornar US$ 11 bilhões para os Money Market Funds (veículos que buscam investimento de curto prazo e baixo risco).

Entre os emergentes, a semana foi pouco animadora. As categorias América Latina, Ásia (ex-Japão) e emergentes da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês) tiveram o pior desempenho desde o final de janeiro, perdendo US$ 650 milhões, US$ 397 milhões e US$ 754 milhões, respectivamente. Contrastando, os Fundos de Ações de Emergentes Globais (GEM) receberam US$ 190 milhões.

Na avaliação por país, destaque para os Fundos de Ações da China, que registraram entrada de US$ 900 milhões. Ganhos também para os Fundos de Ações da Rússia, que captaram pela segunda semana consecutiva.

Entre os desenvolvidos, os US$ 10 bilhões destinados aos Fundos de Ações dos Estados Unidos foram aplicados em fundos de empresas de grande capitalização (large caps) e fundos setoriais.

Apesar do ambiente marcado pela incerteza, os Fundos de Ações do Japão captaram recursos pela primeira vez desde meados de julho. A melhora de sentimento com relação ao país seguiu a nomeação do novo primeiro-ministro. Taro Aso, que substitui Yasuo Fukuda, apresentará seus planos para a economia na semana que vem.

Os Fundos de Ações da Europa, por outro lado, estenderam as perdas pela oitava semana consecutiva, agora para US$ 4,7 bilhões. Os saques ocorrem depois que o Banco Central Europeu (BCE) reafirmou sua intenção de conter a inflação antes de aliviar o viés de política monetária.

Apesar da quebradeira de bancos e instituições financeiras, os fundos setoriais de Finanças continuaram captando recursos. Na semana encerrada dia 24, tal categoria dividiu US$ 4 bilhões em dinheiro novo com os fundos setoriais de Energia.

"A idéia de que o suporte governamental estabilizará o setor financeiro se mostra como um importante fator para o fluxo de recursos que chega os fundos financeiros", avaliou Cameron Brandt, analista-sênior da EPFR global, em comunicado.

Na outra ponta, saques de US$ 500 milhões foram observados nos fundos de Commodities, Bens de Consumo e Imóveis e Construção.

Depois de uma retirada recorde de US$ 42 bilhões na semana encerrada dia 19, os Money Market Funds voltaram a ganhar confiança do investidor. O retorno de US$ 11 bilhões para a categoria de investimento considerada segura seguiu a atuação do Tesouro dos Estados Unidos e do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, que garantiram liquidez e o saldo das aplicações.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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