Os resgates acima das aplicações dos fundos de investimentos fizeram com que essa indústria registrasse em dezembro uma captação líquida negativa de R$ 17,6 bilhões, segundo divulgou hoje a Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid). No ano, esses saques chegaram a R$ 77,8 bilhões, contra uma entrada líquida de recursos de R$ 44,8 bilhões em 2007.

Os saques registrados em dezembro ocorreram principalmente nas carteiras de renda fixa e referenciadas ao depósito interfinanceiro (DI), com resgates de R$ 16,9 bilhões e de R$ 6,9 bilhões, respectivamente. Já os fundos de participações apresentaram aportes líquidos no mês de R$ 8,7 bilhões e os de previdência, de R$ 2,9 bilhões.

Os 8.282 fundos domésticos totalizavam ao final de 2008 um patrimônio de R$ 1,094 trilhão, uma redução de 2,48% em relação ao registrado em 2007, já incluindo a rentabilidade sobre o estoque de aplicações.

A volatilidade nos mercados financeiros e a elevação dos juros contribuíram para que as carteiras de renda fixa e multimercados registrassem no ano passado os maiores resgates, R$ 60,1 bilhões e R$ 54,6 bilhões, respectivamente. Apesar dos saques, esses dois segmentos são os maiores dentro da indústria de fundos brasileira, com patrimônios de R$ 331,1 bilhões (renda fixa) e R$ 247,1 bilhões (multimercados).

Em 2008, a categoria que apresentou o maior volume de aportes foi a dos fundos de investimento em direitos creditórios (FDICs), com captação líquida positiva de R$ 14,1 bilhões. O segmento de participações teve aplicações de R$ 11,6 bilhões.

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