Os resgates superiores a aplicações nos fundos de investimentos fizeram com que essa indústria registrasse uma captação líquida negativa de R$ 6,2 bilhões no mês passado, informou hoje a Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid). Os saques ocorreram principalmente nas carteiras referenciadas ao Depósito Interfinanceiro (DI), Renda Fixa e multimercados, com resgates de R$ 2,8 bilhões, R$ 6,4 bilhões e R$ 3,5 bilhões, respectivamente.

No ano, o setor acumula uma captação negativa de R$ 62,3 bilhões e o patrimônio registrado ao fim de novembro era de R$ 1,117 trilhão.

O presidente da Anbid, Marcelo Giufrida, afirmou em nota que os saques na indústria de fundos são reflexos da crise financeira global. "O Brasil perdeu menos que os demais países da região, devido a menor intensidade da crise e, em segundo lugar, por se tratar de uma indústria objeto de regulação", disse também em nota o vice-presidente da Anbid, Alexandre Zakia.

Em relação ao mercado de capitais, o vice-presidente da Anbid responsável por finanças corporativa, Alberto Kiraly, explicou em nota que as empresas buscaram neste ano operações de curto prazo para se financiarem devido ao ambiente de incerteza na economia global. Isso fez com que o volume de emissões no ano de debêntures caísse 50,7% e o de ações 49%, para respectivamente R$ 21,459 bilhões e R$ 34,879 bilhões. Já as emissões de notas promissórios cresceram 110,6%, para R$ 19,6 bilhões no mesmo período.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.