Os fundos de ações de pequenas empresas (Small Caps) foram os mais rentáveis nos últimos 12 meses, com rendimento de 112,4% entre março do ano passado e igual mês de 2010. Os fundos de ações de empresas com boa governança corporativa aparecem em segundo lugar, com rentabilidade de 69,9%.

Os fundos de ações de pequenas empresas (Small Caps) foram os mais rentáveis nos últimos 12 meses, com rendimento de 112,4% entre março do ano passado e igual mês de 2010. Os fundos de ações de empresas com boa governança corporativa aparecem em segundo lugar, com rentabilidade de 69,9%. Os dados foram divulgados hoje pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).<p><p>Na avaliação do diretor da Anbima, Luiz Maia, as ações das empresas Small Caps se recuperaram mais que outros papéis nos últimos meses, pois tinham sido muito penalizadas pela crise financeira mundial.<p><p>Já os fundos multimercados tiveram ganhos no mesmo período que variaram de 9% a 18% dependendo da estratégia de cada carteira (que podem aplicar em juros, moedas, crédito privado ou bolsa). Os fundos DI tiveram rendimento de 9,25%, só perdendo para os fundos de curto prazo, com 8,92%.<p><p>Os investidores institucionais mantiveram o posto de maiores aplicadores do setor de fundos no Brasil, com 39% do total (R$ 582,6 bilhões), o mesmo nível porcentual que tinham em 2005, segundo levantamento feito pela Anbima. Já a participação do varejo caiu de 31% para 20% no mesmo período. Com esse porcentual, o varejo tem patrimônio de R$ 293 bilhões.<p><p>Segundo Maia, uma das explicações para a queda da participação relativa do segmento de varejo no setor de fundos é o aumento maior da fatia de outros segmentos, como os institucionais e ainda um crescimento do nível de renda, que levou aplicadores a mudarem de classificação, saindo do varejo e passando para o segmento private. Neste último, a participação subiu de 8% para 13% no mesmo período.<p><p><b>Fundos estruturados</b><p><p>O patrimônio dos fundos estruturados chegou a R$ 104,7 bilhões nos primeiros meses deste ano, cinco vezes acima do que era em 2005, de acordo com dados da Anbima. O número inclui o patrimônio dos fundos de investimento em participação (FIP), dos fundos de direitos creditórios (FIDC) e dos fundos imobiliários. No mesmo período, o total desses fundos no mercado subiu de 219 carteiras para 619. Desse total, há 279 FIDCs, 254 FIPs e 86 carteiras imobiliárias.
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