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Os fundos multimercados - que permitem ao investidor operar ao mesmo tempo em câmbio, juros e ações - reconfirmaram, em setembro, a tendência que já vinham demonstrando no decorrer do ano e fecharam o mês passando sendo a categoria de fundos que mais sofreu resgates líquidos (saldo entre aplicações e saques), de acordo com os dados mais recentes do site financeiro Fortuna. Esse grupo de fundos perdeu R$ 5,518 bilhões em setembro, perto da metade da saída de R$ 11,219 bilhões registrada em toda a indústria de fundos.

Os fundos referenciados ao Depósito Interfinanceiro (DI) terminaram o mês passado com resgates de R$ 851,3 milhões, enquanto os de renda fixa - auxiliados pela criação de um fundo exclusivo do Bradesco que, sozinho, captou mais de R$ 4 bilhões - conseguiram encerrar setembro com mais depósitos que saques, num total de R$ 178 milhões. Os fundos de ações tiveram saídas líquidas de R$ 507,5 milhões no mês.

Outra categoria que registrou saques pesados em setembro foi a de fundos off-shore renda variável, composta por alguns fundos sediados no exterior que investem ações no Brasil. A categoria registrou perdas de R$ 2,628 bilhões em setembro, devidas principalmente à transferência da gestão e da administração de um grupo de fundos que estava sobre o guarda-chuva do ABN Amro Real para um banco estrangeiro, explicou o diretor do Fortuna, Marcelo D'Agosto.

Rentabilidade

Os fundos de ações amargaram a lanterna de setembro em termos de rentabilidade. O retorno ficou negativo em 12,08%. Já os multimercados tiveram retorno negativo de 0,31% no mês, enquanto os de renda fixa renderam 0,98% e os referenciados DI, 1,02%.

Os fundos cambiais ficaram no topo da lista, com rendimento de 16,24% em setembro.