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Fundos latinos captam, enquanto outros emergentes sofrem saques

SÃO PAULO - Os fundos de ações de mercados emergentes não sustentaram a tendência positiva da abertura do ano e fecharam a terceira semana de janeiro com saída líquida de recursos. Mas os Fundos de Ações da América Latina escaparam dessa mudança de humor e seguiram recebendo dinheiro novo.

Valor Online |

Segundo a EPFR Global, consultoria que acompanha fundos com mais de US$ 11 trilhões em ativos, o preço atrativo, a perspectiva de retomada até o final do ano e as medidas para impulsionar o crescimento como corte de juros e pacotes econômicos explicam o comportamento diferenciado dos fundos voltados para a região. A categoria registrou captação positiva mesmo com os investidores sacando dinheiro dos Fundos de Ações do Brasil e do México.

Todas as outras três grandes categorias emergentes perderam recursos. Os fundos voltados para Ásia (ex-Japão) refletiram o saque de US$ 371 milhões dos Fundos de Ações da China em meio ao pessimismo com ritmo de crescimento da terceira maior economia do mundo. Os diversificados Mercados Emergentes Globais (GEM, na sigla em inglês) perderam US$ 497 milhões, e os Emergentes da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês) foram alvo de saque pela 24ª semana consecutiva.

No geral, a EPFR Global contabilizou saque de US$ 8,1 bilhões de todos os fundos de ações acompanhados globalmente, sendo que apenas a categoria Fundo de Ações dos Estados Unidos perdeu US$ 5,7 bilhões, com os investidores mantendo a cautela enquanto o presidente Barack Obama vai da teoria à prática com seus planos para estimular a economia.

Ainda entre os desenvolvidos, os Fundos de Ações da Europa perderam US$ 387 milhões. O saque foi o maior desde a quarta semana de outubro, mas representa apenas 0,21% do total da base de ativos. O que tira a atratividade da região é a necessidade de captação dos governos para lidar com a crise e o efeito disso sobre as classificações de risco. Vale lembrar que essa semana a Espanha perdeu sua nota AAA e Portugal o rating AA- dados pela Standard & Poor's.

Os Fundos de Ações do Japão amargaram a 16ª semana consecutiva de saques. Foram retirados US$ 390 milhões, o que representa 1,43% do total de ativos. Com as exportações desabando 35% em dezembro, a perspectiva para os lucros corporativos caiu muito e há pouca esperança de que o governo possa fazer algo para reverter esse quadro.

Os Money Market Funds, que buscam investimento de curto prazo e baixo risco e já receberam mais de US$ 50 bilhões no ano, registraram acentuada saída de recursos. Mas de acordo com EPFR Global, os saques têm relação maior com a tentativa de escapar do pagamento de impostos nos EUA do que com a vontade de investidor dinheiro em outros mercados.

Entre os fundos setoriais, aqueles voltados ao segmento financeiro tiveram mais uma semana negativa, com saques de US$ 137 milhões. Mas o grande perdedor foi o grupo voltado a Imóveis e Construção, com perda de US$ 420 milhões. Já os fundos voltados para Bens de Consumo e Serviços Públicos atraíram US$ 133 milhões e US$ 6 milhões, respectivamente.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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