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Fundos de pensão terão que diversificar investimentos, afirma Previc

BRASÍLIA - Os fundos de pensão terão que sair da zona de conforto e diversificar investimentos, migrando não só para o mercado acionário, mas também para os projetos de infraestrutura do governo, obras da Copa 2014 e da Olimpíada, imóveis, além de ir atrás de ativos no exterior. Começou em 2009, mas vão ter que acelerar, afirmou Ricardo Pena, titular da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), novo órgão supervisor do sistema.

Valor Online |

"Vai haver uma mudança gradual na política de investimentos dos fundos já em 2010, de forma que nos próximos três anos teremos uma diversificação mais intensa, inclusive com aplicações no exterior, que hoje é zero", apesar da legislação permitir até 10% do patrimônio, disse Pena. "Terão que correr mais riscos", continuou.

Ele explicou que o início da diversificação para garantir a rentabilidade necessária ao pagamento futuro de benefícios, no cenário de juros menores, é o que explica a rentabilidade real (acima da variação de INPC mais 6%) de 10,08% em 2009, recuperando parte das perdas de 2009, quando a crise gerou uma queda real de 14,29% aos investimentos das fundações.

Dados da Previc apontam que do patrimônio global de R$ 501,68 bilhões de 370 entidades, os investimentos somaram R$ 480,79 bilhões, ante R$ 413,39 bilhões em 2008.

Ao fim do ano passado, cerca de R$ 214,3 bilhões do patrimônio das fundações estavam em títulos públicos federais, cerca de 15% da dívida pública interna, a maior parcela em papeis prefixados de longo prazo, garante Pena. Que renderam 44,6% nominais.

Outros R$ 155,67 bilhões estavam em ações, cuja rentabilidade ficou em 32,4%, acima dos 27,3% do ano anterior. E R$ 45,18 bilhões foram aplicados em títulos privados, com pouca variação sobre os R$ 44,02 bilhões da carteira de 2008.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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