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SÃO PAULO - Depois de uma semana com fluxo positivo de recursos, os investidores voltaram a desmanchar posições nos Fundos de Ações de Mercados Emergentes.

O envio de dinheiro para os fundos da Ásia (ex-Japão) não foi capaz de fazer frente à constante saída de recursos dos Fundos de Ações da América Latina, Emergentes do Oriente Médio e Ásia (EMEA, na sigla em inglês) e dos diversificados Mercados Emergentes Globais.

Segundo a EPFR Global, que acompanha fundos com mais de US$ 10 trilhões em ativos, os Fundos da América Latina e EMEA perdem atratividade, pois os investidores estão preocupados com o impacto do menor crescimento global no preço das commodities exportadas pelos países da região. A mesma incerteza prejudica os fundos voltados para a Rússia.

No encerramento do mês de julho, os fundos de ações acompanhados pela consultoria tiveram pouca movimentação, foram apenas US$ 4,6 bilhões em entradas liquidas, com os veículos de investimento voltados para os Estados Unidos e Ásia respondendo pela maior fatia desse fluxo.

O grande destaque da semana encerrada dia 30 de julho ficou com os fundos de renda fixa. A EPFR notou uma rotação de investimentos dos Money Market Funds (que buscam com investimentos de curto prazo e baixo risco) e dos Fundos de Bônus dos Estados Unidos, para investimentos de perfil menos conservador, como os Fundos de Bônus de Mercados Emergentes, Fundos de Bônus Globais - que tiveram a primeira captação em 24 semanas -, e Fundos de Bônus com Retorno Elevado (high yield).

Entre os mercados desenvolvidos, os Fundos de Ações dos Estados Unidos captaram US$ 5,1 bilhões, com os fundos que acompanham índices de mercado, ou Exchange-Traded Funds (ETFs) liderando o recebimento de recursos.

Os Fundos de Ações da Europa também captaram dinheiro novo com destaque para os ETFs. Desde abril os fundos europeus não registravam duas semanas seguidas de captação de recursos. No entanto, os dados diários já apontavam para uma reversão dessa tendência.

No Japão, os saques dos fundos de ações foram atribuídos à queda na confiança do consumidor, que atingiu o menor patamar em 26 anos.

Depois de uma série de captações, os fundos setoriais de Finanças foram alvo de saques, que somaram US$ 933 milhões, depois que o grupo teve uma performance negativa de 2,59% na semana. A queda no preço do petróleo estimulou a saída de US$ 279 milhões dos Fundos Setoriais de Energia. E a expectativa de resultados positivos estimulou o envio de dinheiro para os fundos de Consumo e Saúde/Biotecnologia.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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