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Fundos de mercados emergentes perderam US$ 4,3 bilhões no começo de julho

SÃO PAULO - O terceiro trimestre começou de forma dolorosa para os mercados acionários em todo o mundo com o preço dos ativos indo para baixo conforme o petróleo e as taxas de juros apontaram para cima. Os fundos de ações acompanhados pela EPFR Global, consultoria que acompanha fundos que somam mais de US$ 10 trilhões em patrimônio, também refletiram esses movimentos. Os saques da categoria mercados emergentes atingiram o maior patamar em 23 semanas, os fundos da Europa também perderam recursos e os Fundos de Bônus Globais foram alvo de saques pela 21ª semana seguida.

Valor Online |

À parte da instabilidade, os Fundos de Ações do Japão seguiram captando recursos, assim como os fundos setoriais de Energia e Commodities. Mesmo com baixa de 4,64% no portfólio, os Fundos de Ações dos Estados Unidos também receberam dinheiro.

Segundo a EPFR Global, na primeira semana de julho, os Fundos de Ações de Mercados Emergentes perderam US$ 4,3 bilhões, com todas as grandes categorias sendo alvo de saques. Tal montante representa o pior resultado semanal desde os US$ 10,7 bilhões sacados na terceira semana de janeiro.

Pela segunda semana seguida, os diversificados Mercados Emergentes Globais e o grupo Ásia (ex-Japão) perderam mais de US$ 1 bilhão cada. Os Fundos da América Latina foram alvo de saques de US$ 548 milhões.

O grupo de emergentes da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês) refletiu o saque de recursos dos Fundos de Ações da Rússia, que vinham de uma trajetória de 10 semanas de aportes, no valor total de US$ 1,76 bilhão. Já a sub-categoria Oriente Médio e África (MENA, na sigla em inglês) continuou captando recursos. Segundo a consultoria, os MENA receberam aportes em todas as semanas desde o começo de 2008.

Ainda de acordo com a EPFR Global todos os integrantes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) perderam recursos isoladamente, assim como a categoria Fundos de Ações BRIC.

O grupo Ásia (ex-Japão), que amargou a sexta semana seguida de perda, sofre com as dúvidas do investidor quanto à capacidade dos mercados regionais em manter as políticas de exportação via taxa de câmbio competitiva em meio a políticas monetárias mais restritivas, que buscam o controle da inflação.

Entre os desenvolvidos, os Fundos de Ações da Europa perderam US$ 2,2 bilhões na semana. Além da inflação, a alta de juros na zona do euro colocou mais pressão sobre o setor produtivo, que já lutava com maiores custos de produção, menor confiança do consumidor e ambiente de crédito restrito. Segundo a consultoria, os saques de tal categoria já ultrapassam os US$ 43 bilhões, montante que supera em 122% a quantia perdida durante todo o ano de 2007.

Entre aqueles que buscam oportunidades no Japão, a visão dominante é de que qualquer alta de inflação obrigará os investidores a sair da renda fixa local em busca de melhores oportunidade de ganho no mercado de ações. Não é a toa que os Fundos de Ações do Japão recebem dinheiro novo há nove semanas consecutivas.

Nos EUA, os fundos setoriais fizeram frente aos saques estimulados pela nova rodada de preocupação com as condições de crédito no país. Com isso, a categoria Fundos de Ações dos EUA fechou a semana com saldo positivo de US$ 172 milhões.

No começo de julho, os fundos setoriais de Finanças continuaram captando recursos. Na avaliação da consultoria os investidores enxergam oportunidade de investimento devido aos preços baixos e apostam que os Fundos de Renda Soberana irão injetar mais liquidez em bancos e outras instituições financeiras que precisam de bilhões de dólares para cobrir as perdas com o crédito subprime. Com cinco semanas seguidas de saldo positivo, a categoria acumula entrada de US$ 7 bilhões em 2008, apesar de ostentar o pior retorno entre os nove grandes grupos setoriais acompanhados pela consultoria.

Os fundos de Commodities e Energia, que apresentam as melhores performances do ano, também seguiram captando dinheiro. Foram US$ 555 milhões e US$ 1,08 bilhão, respectivamente.

Na renda fixa, os Money Market Funds (que buscam investimento de curto prazo com baixo risco) foram os únicos a registrar captação de dinheiro, refletindo a cautela do investidor em meio a inflação e juros crescentes. Por outro lado, os saques dos Fundos de Bônus Globais já somam US$ 19 bilhões no ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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