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Fundos de mercados emergentes já perderam US$ 9,36 bilhões em julho

SÃO PAULO - Os saques em fundos de ações de mercados emergentes prosseguem e já somaram US$ 9,36 bilhões na primeira metade de julho. Segundo os dados da consultoria EPFR Global, a categoria perdeu US$ 1,65 bilhão na semana encerrada dia 16 de julho. Apesar de negativo, o resultado aponta para uma desaceleração no volume dos saques, que foram de US$ 3,41 bilhões na semana encerrada dia 9 de julho, e US$ 4,3 bilhões no começo do mês.

Valor Online |

Ainda de acordo com a consultoria, que acompanha fundos com mais de US$ 10 trilhões em ativos, outras categorias também continuaram perdendo recursos. Os Fundos de Ações de Globais tiveram saques de US$ 2,1 bilhões e a base de ativos dos Fundos de Bônus Globais caiu pela 23ª semana consecutiva.

Parte desse dinheiro, que saiu dos fundos de ações globais, de mercados emergentes e de dívida, foi alocado nos Money Market Funds, categoria de perfil mais defensivo, com investimentos de curto prazo e baixo risco. Tal grupo recebeu aportes de US$ 9,04 bilhões na semana.

Entre os emergentes, o grupo Ásia (ex-Japão) puxou as perdas mais uma vez, com saques de US$ 801 milhões. No acumulado no ano, esses fundos já perderam US$ 14 bilhões.

Os fundos destinados à América Latina tiveram saques pela sexta semana consecutiva, maior período de perda seguido desde o segundo trimestre de 2006. Foram sacados US$ 450 milhões no período, seguindo a retirada de US$ 564 milhões na semana do dia 9 de julho.

Os emergentes da Europa, Oriente Médio e Ásia, assim como os Fundos de Ação da Rússia, também perderam investidores. Mas a EPFR Global destaca que a Rússia é o único grupo que ainda tem desempenho positivo no acumulado do ano.

Apesar da forte preocupação dos investidores com o setor financeiro norte-americano e o temor com a solvência das hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac no período, os Fundos de Ações dos Estados Unidos continuaram captando. Foram US$ 2,63 bilhões internados na semana.

Ainda entre os desenvolvidos, quatro semanas consecutivas de performance negativa em termos de rentabilidade acabaram prejudicando os Fundos de Ações do Japão, que vinham captando dinheiro por 11 semanas.

Na Europa, os fundos de ações continuaram amargando saques, mas os volumes diminuíram é já é visível uma diferenciação dentro da região. Os fundos mais relacionados ao Reino Unido, cuja economia está mais exposta aos problemas de crédito subprime, perdem mais do que o restante dos mercados da região.

O baixo preço dos ativos, segundo a consultoria, explica a captação nos fundos setoriais de Finanças e Imóveis e Construção. O governo nos Estados Unidos deixou bem claro que fará tudo o que puder para manter aberta a linha de financiamento entre o setor financeiro e imobiliário, reforçando a idéia de que esses setores foram sobrevendidos entre um número significativo de investidores, disse o analista-sênior da EPFR Global, Cameron Brandt, por meio de comunicado.

Destaque também para os fundos de Biotecnologia e Saúde, que receberam US$ 617 milhões na semana, melhor resultado em mais de 18 meses. Já os fundos setoriais de Commodities, Consumo, Energia e Telecom perderam dinheiro no período.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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