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Fundos de emergentes perderam US$ 48,3 bilhões em 2008

SÃO PAULO - A crise internacional de crédito e a conseqüente falta de confiança na economia mundial resultaram em uma perda de US$ 48,3 bilhões para os Fundos de Ações Emergentes durante o ano de 2008. O resultado contrasta com uma captação positiva de US$ 54 bilhões em 2007.

Valor Online |

Segundo a EPFR Global, consultoria responsável pelos dados, o resultado não foi ainda pior porque a categoria recebeu US$ 1,6 bilhão durante o mês de dezembro, um sinal claro de que o apetite por risco começou a se recuperar.

A queda no preço das commodities pesou sobre os Fundos de Ações da América Latina, que fecharam o ano com perda de US$ 6,63 bilhões, depois de registrar a entrada de US$ 10,83 bilhões durante 2007. E o grupo Ásia (ex-Japão) teve saída líquida de US$ 25,7 bilhões, contra US$ 20,39 bilhões recebidos em 2007.

Na avaliação por país, China, Rússia e Taiwan fecharam o ano com captação positiva. O saldo do Brasil ficou negativo em menos de US$ 1 bilhão, enquanto Coréia, Índia e os fundos voltados aos BRICs (Brasil, Rússia, China e Índica) tiveram saques em girando entre US$ 2 e US$ 3 bilhões.

Confirmando que o ambiente de aversão ao risco foi dominante em 2008, os Money Market Funds (que buscam investimento de curto prazo e baixo risco) captaram US$ 455 bilhões, enquanto todos os fundos de ações acompanhados pela EPFR Global perderam US$ 232 bilhões.

Segundo o diretor-gerente da consultoria, Brad Durham, a teoria do "descolamento" que levou investidores a tirarem dinheiro de mercados desenvolvidos e colocar nos emergentes no final de 2007 foi bruscamente derrubada em 2008.

Conforme o medo e o pânico tomaram conta dos mercados, os investidores se desfizeram das ações e foram em busca de dinheiro vivo ou algo equivalente, como os Money Market Funds.

"A questão para 2009 é saber se os mercados de créditos continuarão congelados e se todo o estímulo fiscal e expectativa de recuperação econômica no final deste ano serão suficientes para levar o dinheiro de volta aos mercados de ações e de bônus", avaliou Durham em comunicado.

Entre os mercados desenvolvidos, os Fundos de Ações dos Estados Unidos encerraram 2008 com saques de US$ 27,14 bilhões, perda inferior aos US$ 34,61 bilhões de 2007. Apenas em dezembro, tal categoria recebeu US$ 20,2 bilhões, o que ajudou a reduzir as perdas no ano.

O saldo dos fundos voltados ao Japão foi negativo em US$ 11,55 bilhões durante o ano passado, seguindo a perda de US$ 24,14 bilhões um ano antes. E os Fundos de Ações da Europa registraram volumosa saída de US$ 57,95 bilhões, depois de perder US$ 42,34 bilhões em 2007.

Todo o grupo mercados desenvolvidos, que ainda inclui as categorias fundos globais e do Pacífico, fechou o ano com perda de US$ 183,2 bilhões. Em 2007, a captação foi positiva em R$ 12,47 bilhões.

O mercado de bônus também sofreu com a crise econômica mundial. Os fundos votados a esse tipo de investimento fecharam o ano com perda de US$ 60,63 bilhões, depois de um resultado positivo de US$ 13,47 bilhões em 2007.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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