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Fundos de emergentes continuam perdendo recursos em novembro

SÃO PAULO - O fluxo de recursos para os mercados emergentes permaneceu sob pressão na terceira semana de novembro devido a uma combinação tóxica de menor crescimento econômico, rebaixamento de ratings de crédito, crescente aversão ao risco e preço de commodities em baixa. Segundo a EPFR Global, consultoria que acompanha a movimentação de fundos com US$ 10 trilhões em ativos, os Fundos de Ações da América Latina perderam US$ 177 milhões na semana encerrada dia 19 de novembro, e registram saques em 22 das últimas 23 semanas.

Valor Online |

Na categoria Fundos Emergentes Globais (GEM, na sigla em inglês) a retirada foi de US$ 835 milhões, enquanto os Emergentes da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês) perderam US$ 174 milhões.

Em resposta ao plano de US$ 580 bilhões para estimular a economia, os Fundos de Ações da China receberam US$ 392 milhões, ajudando a categoria Fundos de Ações da Ásia (ex-Japão) a registrar o primeiro ganho semanal desde o começo de setembro.

Fazendo uma análise geral da movimentação de recursos no período, a EPFR Global aponta que os fluxos foram pouco expressivos em todas as direções, e que os fundos de renda fixa perderam dinheiro, reflexo das chamadas de margem e pagamento de colaterais em resposta às perdas com ações.

O destaque da semana ficou com os Money Market Funds (que buscam investimento de curto prazo e baixo risco), que receberam US$ 37,2 bilhões, segundo melhor desempenho semanal já registrado.

"Os números ilustram a destruição de ativos tomando conta do mercado de ações", afirmou o diretor-sênior da EPFR Global, Cameron Brandt, em comunicado.

"Da perda total no montante de ativos sob gerenciamento que observamos desde o começo do ano nos fundos de ações, apenas uma parcela de 10% pode ser atribuída aos saques de recursos", explica.

Mudando o foco para os mercados desenvolvidos, os Fundos de Ações da Europa receberam dinheiro pela terceira semana seguida. O baixo valor das ações e o grande espaço para novas reduções na taxa de juros foram alguns dos fatores que levaram os investidores a injetar US$ 644 milhões na região.

Nos Estados Unidos, os Exchange-Traded Funds (ETFs), que acompanham índices de mercado, foram os grandes ganhadores dentro da categoria Fundos de Ações dos Estados Unidos, que captou US$ 3,3 bilhões na semana, apesar da queda de 6,08% no valor do portfólio.

No Japão, os saques ocorreram pela sétima semana consecutiva. Além da menor demanda por produtos japoneses, o fortalecimento do iene também prejudicou o país.

No mercado de bônus a ordem dominante foi de venda. Os fundos voltados para os EUA perderam US$ 1,16 bilhão. Os Fundos de Bônus Globais foram alvo de saques de US$ 239 milhões, e os Fundos de Bônus Emergentes registraram saída de US$ 128 milhões, 15ª semana consecutiva de saída de recursos.

Entre os fundos setoriais, os valores movimentados foram baixos, mas os setores tidos como defensivos tiveram performance positiva. Os fundos voltados para Consumo, Saúde e Biotecnologia e Serviços Públicos receberam US$ 191 milhões, US$ 145 milhões e US$ 28 milhões, respectivamente.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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