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Fundos de emergentes captam US$ 1,2 bi na segunda semana do ano

SÃO PAULO - Os fundos de ação de mercados emergentes registraram mais uma semana de sólida atração de recursos. Segundo a EPFR Global, a captação em três das quatro grandes categorias acompanhadas passou de US$ 1,2 bilhão.

Valor Online |

Na semana encerrada dia de 14 de janeiro, os fundos de ações da América Latina receberam US$ 11 milhões. A categoria Ásia (ex-Japão) conseguiu outros US$ 437 milhões, enquanto os diversificados Fundos Emergentes Globais (GEM, na sigla em inglês) absorveram US$ 820 milhões.

O resultado dos emergentes só não foi melhor porque os investidores continuam tirando dinheiro dos Emergentes da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês). Tal categoria perdeu US$ 79 milhões na semana.

No desempenho por país, o destaque, mais uma vez, ficou com os Fundos de Ações da China, que receberam US$ 344 milhões.

Na semana, os investidores sacaram US$ 5,7 bilhões dos fundos de ações acompanhados pela EPFR Global, enquanto os fundos voltados para a renda fixa captaram US$ 1,53 bilhão. Os campeões em captação continuam sendo os Money Market Funds (investimento de curto prazo e baixo risco) com entrada de US$ 16,4 bilhões na segunda semana de 2009. No ano, a categoria já recebeu pouco mais de US$ 50 bilhões.

Entre os fundos de ações de países desenvolvidos, os veículos de investimento voltados para os Estados Unidos registraram saques de US$ 7,1 bilhões, pior resultado semanal desde a terceira semana de julho do ano passado.

A preocupação com o desempenho da economia e a saúde do setor financeiro também tiveram peso sobre os Fundos de Ações da Europa, mas a categoria seguiu atraindo recursos. Parte do sentimento positivo esteve apoiado na expectativa de redução de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), que no dia 15 de janeiro reduziu o custo do dinheiro em 0,5 ponto percentual, para 2% ao ano.

Já os Fundos de Ações do Japão tiveram mais uma semana negativa, perdendo US$ 225 milhões. Os investidores já sacaram cerca de US$ 3 bilhões desses fundos nas últimas 15 semanas.

Entre os fundos setoriais, não causa surpresa o saque de US$ 543 milhões dos Fundos de Finanças. A cautela do investidor foi depois justificada por prejuízos monstruosos apresentados por bancos norte-americanos e por uma nova rodada de desconfiança com a saúde do setor que obrigou governos nos EUA e na Europa a socorrer instituições.

No restante das categorias setoriais acompanhas, a movimentação foi pouco expressiva. Destaque para os fundos de Imóveis e Construção, que receberam US$ 46 milhões, enquanto os grupos Energia, Bens de Consumo, Tecnologia, Telecom, Saúde e serviços públicos perderam dinheiro.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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