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Fundos de Ações do Brasil recebem US$ 136 milhões no começo do mês

SÃO PAULO - Fevereiro começou de forma bastante positiva para os Fundos de Ações do Brasil, que captaram US$ 136 milhões na semana encerrada dia 4, melhor resultado desde meados do segundo trimestre de 2008. Segundo a EPFR Global, consultoria responsável pelo acompanhamento dos fundos, o bom desempenho dos veículos de investimentos direcionados ao Brasil garantiu a quinta semana consecutiva de entrada de recursos na categoria Fundos de Ações da América Latina. Esses fundos já receberam mais de US$ 500 milhões no acumulado de 2009. Para efeito de comparação, em igual período do ano passado, os saques passam de US$ 2 bilhões.

Valor Online |

Ainda entre os emergentes, os diversificados Mercados Emergentes Globais (GEM, na sigla em inglês) e Ásia (ex-Japão) também registraram entrada de dinheiro. Já os Emergentes da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês) marcaram a 30ª semana de saques. Segundo a EPFR Global, os EMEA perdem devido à grande dependência de petróleo da Rússia e dos países de Oriente Médio.

O desempenho positivo dos fundos emergentes contrasta com o comportamento geral dos fundos de ações, que perderam US$ 4,42 bilhões na semana. No entanto, a consultoria ressalta que os números foram negativamente influenciados por movimentações em Exchange Traded Funds (ETF - fundos de cotas atrelados a um índice).

Destaque para a retirada de dinheiro dos Money Market Funds (que buscam investimento de curto prazo com baixo risco). A categoria perdeu US$ 21,4 bilhões na semana, pior desempenho desde setembro, quando a segurança dos investimentos foi posta à prova pela crise financeira. Mas aqui também cabe ressalva: a EPFR Global explica que a maior parte do saque veio de dois fundos gerenciados pelo mesmo gestor.

Para o diretor-gerente da EPFR Global, Brad Durham, embora grandes saques em alguns fundos tenham distorcido os números da semana, os dados recentes mostram que os Money Market Funds perderam atratividade. "Isso sugere que os investidores estão buscando formas de colocar o dinheiro para trabalhar, ao invés de apenas preservá-lo", disse Durham em comunicado.

Entre os países desenvolvidos, enquanto o presidente Barack Obama tenta convencer os congressistas a aprovar seu plano de estímulo à economia, os investidores sacaram US$ 1,82 bilhão dos Fundos de Ações dos Estados Unidos. Com isso, a perda de dinheiro no acumulado do ano já ultrapassa US$ 11 bilhões. De acordo com a consultoria, apesar do desempenho ruim, o montante sacado não representa nem metade do dinheiro perdido em igual período do ano passado. Nas cinco primeiras semanas de 2008, a categoria já amargava saques de US$ 28,8 bilhões.

Na Europa, as perdas também foram acentuadas, passando de US$ 2,1 bilhões. Mas pela segunda semana seguida, grande parte do dinheiro sacado ficou concentrado em apenas um fundo, o iShares DivDAX, um ETF listado na Alemanha.

Com dados macroeconômicos ruins, aumento do desemprego e iene forte derrubando as exportações, segue a aversão à economia japonesa. Pela 18ª semana seguida os Fundos de Ações do Japão perderam dinheiro. Os saques acumulados no ano passam de US$ 1 bilhão. Por outro lado, a EPFR Global lembra que em igual período do ano passado a perda era ainda maior, com a retirada de US$ 3,8 bilhões nas cinco primeiras semanas de 2008.

Entre os fundos setoriais, o surgimento de notícias apontando a criação de um "bad bank" para concentrar ativos podres dos bancos dos EUA deu fôlego aos fundos de Finanças e Imóveis e Construção.

Os setoriais de Commodities também ganharam dinheiro, beneficiados pelos juros baixos e pela visão de alguns agentes de que a inflação volta à pauta assim que o efeito dos planos de estímulo anunciados ao redor do mundo começar a aparecer. Na semana, o grupo recebeu US$ 252 milhões.

Os fundos de Saúde e Biotecnologia, Bens de Consumo, Tecnologia e Telecom também receberam dinheiro. Já Energia e Serviços Públicos foram alvo de pequenos saques.

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