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Fundos de Ações do Brasil começam 2009 com forte captação de recursos

SÃO PAULO - Os fundos de ações voltados para o Brasil começaram 2009 com forte captação de recursos. Segundo a EPFR Global, consultoria que acompanha o setor, a alta no preço nas commodities e a inflação em baixa estimularam o envio de dinheiro, que foi o maior já registrado desde o segundo trimestre de 2008.

Valor Online |

De acordo com a consultoria, com destaque para o Brasil, os Fundos de Ações da América Latina, receberam US$ 191 milhões na semana encerrada dia 7 de janeiro.

A constatação de dinheiro novo entrando no país vai ao encontro do bom desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) logo no início do ano. Entre o dia 2 e o dia 7 de janeiro, o Ibovespa, principal índice de mercado, acumulava alta de 8,7%.

Também alinhado aos dados da consultoria e ao desempenho das ações brasileiras, o saldo de investimento estrangeiro na Bovespa estava positivo em R$ 1,04 bilhão no acumulado do ano até o dia 7 de janeiro.

Ainda entre os mercados emergentes, os fundos voltados para Ásia (ex-Japão), Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês) e os diversificados Mercados Emergentes Globais (GEM, na sigla em inglês) também receberam dinheiro novo.

Mas, de maneira geral, a virada de ano não trouxe mudanças significativas no fluxo de recursos entre os fundos de ações ao redor do mundo. Segundo a EPFR Global, a aversão ao risco segue elevada e sinal claro disso é que os Money Market Funds (que buscam investimento de curto prazo e baixo risco) captaram US$ 37 bilhões na semana encerrada dia 7 de janeiro. Vale lembrar que esses fundos receberam mais de US$ 400 bilhões durante o ano passado.

Durante o mesmo período, os fundos de ações acompanhados pela EPFR Global captaram US$ 5,7 bilhões, e outros fundos de renda fixa (ex-Money Market) receberam US$ 746 milhões.

Entre os mercados desenvolvidos, os Fundos de Ações dos Estados Unidos começaram o ano registrando o primeiro saque de recursos em cinco semanas. Já os Fundos de Ações da Europa mantiveram a tendência do final do ano passado e captaram outros US$ 631 milhões. A queda nos pedidos para exportações deram o tom no ano novo para os Fundos de Ações do Japão, que foram alvo de saques pela 13ª semana consecutiva.

Entre os fundos setoriais, os veículos de investimento com foco nas commodities receberam US$ 220 milhões, enquanto os Fundos de Telecom perderam US$ 27 milhões. Os segmentos de caráter defensivo, como bens de consumo, saúde/biotecnologia e serviços públicos ganharam US$ 175 milhões, US$ 115 milhões e US$ 64 milhões, respectivamente.

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