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Fundos argentinos vão tirar US$ 600 milhões do Brasil

Os fundos de pensão da Argentina terão de concluir a repatriação dos investimentos aplicados no Brasil em 72 horas, a partir de amanhã, quando a medida será publicada pelo Diário Oficial. A decisão já havia sido tomada no ano passado, quando as Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Pensão (AFJPs), como são chamados os fundos de pensão no país, repatriaram uma parte dos investimentos no Brasil.

Agência Estado |

Agora, após a decisão do governo de Cristina Kirchner de acabar com os fundos de pensão e reestatizar o sistema de previdência social, foi dado um ultimato para que os investimentos no exterior sejam totalmente repatriados.

Os fundos ainda possuem US$ 600 milhões investidos em ações no Brasil e amanhã as AFJPs deverão levar para a Argentina 33% do total destes investimentos. Na quinta-feira, deverão enviar outros 33% e o restante teria de ser repatriado na sexta-feira. A resolução que estipula a volta desses fundos foi assinada por Amado Boudou, superintendente das AFJP e diretor-executivo da Anses, uma espécie de Ministério da Previdência da Argentina, organismo que absorverá as aposentadorias privadas.

Hoje, Sergio Chodos, gerente-geral da superintendência das AFJPs, declarou à imprensa que não descartava que a repatriação dos fundos das AFJPs no Brasil poderá ter efeitos na Bolsa de São Paulo. No ano passado, o governo argentino ordenou a redução gradual - ao longo de um ano - de 10% para 2% das carteiras de investimentos que as AFJPs tinham nos países do Mercosul. O processo ainda não estava concluído, pois as AFJPs atualmente podiam ter até 4% dos fundos nos países do bloco.

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