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BRASÍLIA- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que os recursos do Fundo Soberano Brasileiro (FSB) ¿ que chegam a R$ 14 bilhões ¿ podem ser usados para garantir investimentos do governo federal. Mantega participou da apresentação do Balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Se 2009 será ano de vacas magras, ou um pouquinho mais esbeltas que no ano passado, poderemos vir a usar o Fundo Soberano. É reserva de R$ 14 bilhões que economizamos para projetos de investimentos com recursos orçamentários", disse.

Além do FSB, Mantega disse que o governo já vem apoiando projetos de investimento. Ele destacou o aporte de R$ 100 bilhões no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2009, o que vai permitir que a instituição empreste até R$ 168 bilhões ao longo do ano.

"Os R$ 100 bi que colocamos no BNDES, o tornou um banco de causar inveja no BIRD e no Banco Mundial (...) mostra que os empresários vão ter recursos para investimento a taxas baratas", disse.

Fundo garantidor

Durante o mesmo evento, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou que o governo também planeja criar um "fundo garantidor" de R$ 500 milhões para subsidiar linhas de financiamento para compra de  imóveis para baixa renda. Segundo Bernardo, o volume financeiro fará parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Com esse fundo garantidor, o governo acredita que dará mais segurança aos bancos que atuam no financiamento de imóveis. "O fundo é para garantir o pagamento da prestação se o mutuário não pagar", explicou o ministro.

Sem falar em valores, Paulo Bernardo informou que o novo aporte financeiro deve buscar recursos junto ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e nos depósitos em caderneta de poupança.

O ministro ainda explicou que o fundo de R$ 500 milhões deve ser composto entre "dois ou três anos" e o montante será devolvido aos cofres públicos num prazo de 20 anos. Ou seja, quando os mutuários quitarem suas prestações.