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Fundo de apoio financeiro espanhol atuará sobre hipotecas

O fundo de apoio aos bancos de 30 bilhões de euros, anunciado na terça-feira pelo governo espanhol e destinado a dinamizar o fluxo de créditos, deverá adquirir, principalmente, hipotecas dos bancos, informou uma porta-voz do Ministério da Economia.

AFP |

De acordo com a porta-voz, que confirmou as informações divulgadas pelo jornal "El País", o fundo comprará dos bancos títulos avalizados "essencialmente" por créditos imobiliários considerados saudáveis, segundo o princípio da "titularização".

A assessora acrescentou que se trata apenas de títulos que tenham recebido as melhores classificações "AAA" das agências financeiras.

Ontem à tarde, o chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, ressaltou que, ao contrário do plano americano de resgate ao setor financeiro, o fundo não comprará ativos "tóxicos", como as hipotecas "subprimes", que envenenaram as instituições financeiras.

O objetivo do fundo, de 30 bilhões de euros, que pode chegar a um teto de 50 bilhões de euros, é injetar liquidez para permitir um melhor fluxo no mercado de crédito, atualmente em ponto morto. Sua missão se assemelha às injeções de liquidez do Banco Central Europeu (BCE), destacou o jornal "Expansión".

Ao contrário, porém, dos empréstimos do BCE, que são de curto prazo (máximo de seis meses), os títulos que o fundo espanhol comprará terão duração de 3 a 5 anos, segundo "El País", que cita fontes oficiais, o que oferece aos bancos a perspectiva de longo prazo que eles reivindicavam.

Nesta quarta, o ministro da Economia, Pedro Solbes, reuniu-se com representantes do setor para lhes explicar o funcionamento desse fundo.

O projeto foi "bem recebido", afirmou a porta-voz de Solbes, sem divulgar detalhes das garantias que o governo possa ter tomado para se assegurar de que os bancos vão reinjetar o dinheiro no circuito de crédito para empresas e particulares.

A porta-voz do Ministério da Economia disse apenas que os representantes do setor garantiram a Solbes que "sua atividade consiste em oferecer crédito".

O plano será divulgado na sexta-feira, após a reunião do Conselho de Ministros espanhol e, depois, submetido à Comissão Européia.

O líder da oposição conservadora, Mariano Rajoy, considerou que se trata, a priori, de "uma boa disposição", mas é preciso examinar a idéia detalhadamente, porque significará um aumento da dívida pública em quase três pontos.

Hoje, o secretário de Estado da Fazenda e Orçamentos, Carlos Ocaña, declarou que a criação do fundo aumentará a dívida pública nacional até 41,5% do PIB, em 2009, contra os 38,8% previstos até o momento.

fz/tt/sd

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