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Funcionários da Previdência param em quase todo o País

RIO DE JANEIRO - As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de quase todo o País estão paralisadas nesta quinta-feira, segundo a Federação Nacional dos Servidores da Previdência (Fenasp). A paralisação foi programada para ser um aviso ao governo, por 24 horas, em defesa de melhores condições de trabalho e reajuste salarial. O não atendimento às reivindicações pode gerar uma greve geral, com data para 5 de agosto.

Redação com Agência Brasil |

 

A informação é do diretor do Sindicato dos Previdenciários no Rio e membro da mesa de negociação da Fenasp Rolando Medeiros. Segundo ele, a proposta apresentada pelo governo já foi recusada pelos trabalhadores. O governo propõe reajustar uma gratificação que já existe durante os próximos quatro anos, mas desde que os servidores aceitem trabalhar 40 horas semanais, em vez de 30, como ocorre atualmente.

Rolando Medeiros diz que os servidores do INSS querem também a implantação imediata de um Plano de Cargos e Salários para corrigir uma defasagem em relação aos seus colegas do Ministério da Fazenda, que ganham três vezes mais do que os previdenciários. Além disso, eles estão cobrando do presidente Lula um compromisso que ele assumiu em 1987, quando era líder da oposição na Constituinte.

Quanto à melhoria das condições de trabalho, a liderança dos servidores quer abertura de novas agências e a reabertura das que foram fechadas, uso de novos programas de informática, instalações que garantam conforto ao funcionário e ao segurado e realização de concursos para a contratação de servidores que preencham as necessidades da instituição: 15 mil era o número estimado por um levantamento realizado em 2006 pelos gerentes executivos do INSS por recomendação do Ministério Público Federal, o que, hoje, é bem maior, por motivo de aposentadorias, falecimentos e demissões.

Para se ter uma idéia da situação - informou Rolando Medeiros ¿, na década de 80 a Previdência Social mantinha 12 milhões de benefícios com 75 mil servidores em todo o país. Hoje, são 25 milhões de benefícios, com 35 mil funcionários, a metade do quadro de 20 anos atrás. E para trazer para a Previdência 50 milhões de trabalhadores que vivem na informalidade, como pretende o governo, obviamente , esse quadro precisa ser muito reforçado, ressaltou ele, acrescentando que essa meta tem o apoio das lideranças sindicais dos servidores.

O Sindicato dos Previdenciários do Recife, em Pernambuco, informou que decidiu em assembléia na quarta-feira que não irá aderir à paralisação.

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