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Funcionários da Petrobras marcam greve em Campos

RIO DE JANEIRO - O Sindicato dos Petroleiros no Norte Fluminense realizará uma greve por cinco dias a partir do dia 14 de julho, com parada de produção na bacia de Campos, que produz 80% do petróleo no Brasil.

Reuters |

José Maria Rangel, coordenador da entidade, afirmou que a paralisação das 42 plataformas que operam na região da bacia de Campos tem por objetivo forçar a Petrobras a considerar o dia de saída dos empregados da plataforma como um dia de trabalho.

"É uma discussão que se arrasta há 10 anos", pontuou. "É uma questão séria o dia do desembarque, e estamos preparados para greve desta vez".

Campos corresponde a cerca de 80% da produção petrolífera do país. A Petrobras produz cerca de 1,8 milhão de barris por dia e é responsável por praticamente toda a produção e refino no Brasil.

A Petrobras limitou-se a informar que está aberta a negociações.

As ações da companhia encerraram em queda de 1,38% nesta quinta-feira, apesar da alta do preço do petróleo impulsionada pela greve da companhia, entre outras razões, e da valorização de 1,2% cento do Ibovespa.

Em 2001, uma greve nacional de funcionários da empresa por cinco dias reduziu seriamente a produção e forçou o Brasil a importar petróleo extra. Mas os sindicatos e a companhia têm procurado resolver suas diferenças nos últimos anos sem afetar o andamento da produção.

Há um ano, os sindicatos cancelaram um plano para uma paralisação de 5 dias, depois de aceitarem uma proposta de promoções na empresa.

Rangel não pôde dar estimativa do potencial efeito da greve sobre a produção, uma vez que a maior parte das plataformas precisa produzir uma quantidade mínima de petróleo e gás para suas próprias necessidades.

"Certamente a Petrobras vai tentar colocar equipes de contingência nas plataformas. Iremos tentar parar a produção tanto quanto possível, eles vão tentar mantê-la", disse Rangel, acrescentando que o sindicato espera negociar uma cota mínima de produção com as autoridades trabalhistas.

A discussão sobre o dia do desembarque se arrasta desde 2001 na estatal, com os empregados tentando fazer com que o dia de saída da plataforma seja considerado um dia de trabalho, e não de folga como atualmente.

Separadamente, a Federação Única dos Petroleiros (Fup), prevê para terça-feira uma reunião a fim de discutir a possibilidade de uma greve nacional de cinco dias, incluindo refinarias e terminais, e exigir um maior percentual dos lucros para os trabalhadores.

A Petrobras apresentou uma proposta na quarta-feira, mas foi considerada insuficiente pela Fup.

"Queremos pelo menos 18% do que é pago aos acionistas, enquanto eles propõem um máximo de 12,8%. Nossa parcela tem se reduzido ao longo dos anos apesar dos bons resultados da empresa", enfatizou José Genivaldo Silva, um diretor da Fup.

Depois de uma greve de alerta de 24 horas sem interrupção na produção em 1º de julho, a Petrobras classificou o protesto dos funcionários como medida apressada e pediu conversas para se chegar a uma solução.

Os lucros e capitalização de mercado da empresa têm crescido no últimos anos com a ajuda da alta no preço do petróleo e nova produção. Os custos, incluindo com os funcionários, também dispararam devido ao alto preço dos equipamentos e serviços.

A companhia afirmou que a parcela de lucro paga aos funcionários em 2007, de R$ 844 milhões, é compatível com o lucro e o dividendo pago aos acionistas.

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