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Funcionários da Petrobras desistem de greve

RIO DE JANEIRO - A maioria dos empregados da Petrobras aceitou uma proposta que aumenta sua participação nos lucros da companhia e desistiu da greve nacional tinha sido convocada para a partir da meia-noite de hoje.

EFE |

"A proposta foi aceita nesta segunda-feira (04) em assembléias pelos trabalhadores das plataformas da Petrobras na bacia marinha de Campos, que eram os únicos que ainda não tinham se pronunciado", disse à Agência Efe Vitor Menezes, porta-voz do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF).

A Bacia de Campos é a principal área de produção da Petrobras e responde por aproximadamente 1,5 milhão de barris de petróleo diários, mais de 80% da produção da empresa em todo o país.

"Não podemos dizer que todos já cancelaram a greve porque os trabalhadores em terra das bases no norte do estado do Rio de Janeiro ainda farão sua assembléia, mas praticamente todos os empregados da Petrobras aceitaram a proposta e desistiram da paralisação", acrescentou Menezes.

Os sindicatos das outras regiões já tinham aprovado a recomendação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), organização que reúne todos os sindicatos da Petrobras, de aceitar a proposta da companhia e cancelar a greve.

A Petrobras aceitou elevar de 13% para 15% os recursos destinados a seus trabalhadores, além de melhorar a distribuição, que antes beneficiava principalmente gerentes e altos funcionários.

Segundo fontes da FUP consultadas pela Efe, a companhia aceitou reconhecer metade do dia de saída dos empregados da plataforma como dia de trabalho, com efeito retroativo desde 2005.

Os trabalhadores das plataformas geralmente trabalham 15 dias nas áreas marinhas e descansam 21 dias em terra, mas o tempo que levava o desembarque não era levado em conta como dia de trabalho para efeitos salariais.

A Petrobras aceitou parcialmente as reivindicações de seus empregados, após a greve de cinco dias dos trabalhadores das plataformas na Bacia de Campos no mês passado.

A paralisação não chegou a afetar a produção porque a Petrobras iniciou um plano de contingência que lhe permitiu manter a operação da plataforma em níveis mínimos.

A greve nacional com paralisação da produção a partir do dia 5 de agosto chegou a ser aprovada por todos os sindicatos da Petrobras no dia 18 de julho, antes de a empresa apresentar a nova proposta que acabou sendo aceita pelos trabalhadores.

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