Os funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) que haviam entrado em greve à zero hora de ontem decidiram voltar ao trabalho, após assembléias em todo o País. Segundo o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), os funcionários de 8 dos 12 aeroportos que aderiram à greve aceitaram a proposta feita pela Infraero.

No início da tarde, voltaram ao trabalho os aeroportuários de Congonhas, Cumbica, Campo de Marte e Viracopos, em São Paulo, Galeão, no Rio, Londrina (PR), Vitória e Confins (MG).

Segundo o Sina, a categoria aceitou a contraproposta da Infraero, de reajuste salarial de 5,5%, vale-refeição de R$ 24 e pagamento de participação nos lucros. Os trabalhadores reivindicavam reajuste de 6%, além de aumento de 5,2%, correspondente ao crescimento do setor aéreo no País, e revisão do valor do tíquete alimentação, de R$ 22 para R$ 25. Uma das maiores reivindicações dos aeroportuários, a implantação de um Plano de Cargos e Salários, também foi incluída na proposta da Infraero.

A estatal registrou, até as 19 horas, 198 (13,6%) vôos atrasados ao longo do dia. Segundo o diretor do conselho fiscal do Sina, Severino Macedo, as primeiras horas de greve provocaram "poucos atrasos". Para ele, o movimento nos aeroportos não foi bruscamente afetado porque a paralisação já havia sido anunciada com antecedência. "Houve avisos sobre a greve. As companhias aéreas já ficaram de prontidão e tudo foi feito com tempo."

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