A ameaça de greve dos trabalhadores da unidade Aracruz (ES) da Fibria chegou ao fim. Após seis meses de negociações, os trabalhadores aceitaram a oferta feita pela companhia, informou hoje o Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Papeleiros do Espírito Santo (Sinticel).

A ameaça de greve dos trabalhadores da unidade Aracruz (ES) da Fibria chegou ao fim. Após seis meses de negociações, os trabalhadores aceitaram a oferta feita pela companhia, informou hoje o Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Papeleiros do Espírito Santo (Sinticel). Chamando o acerto de "o pior acordo do setor papeleiro do Brasil", o sindicato destacou que os trabalhadores aprovaram, após duas recusas, "a mesma proposta para o acordo coletivo, feita em dezembro do ano passado". Durante o processo de negociações, o Sinticel ameaçou interromper as operações da polo, o que não chegou a ocorrer. A campanha salarial 2009/2010 foi concluída após a realização de assembleias de trabalhadores neste mês. A apuração dos votos desses pleitos apontou que 366 trabalhadores deram aval à oferta da Fibria, enquanto 177 pessoas se posicionaram contra. Houve ainda um voto nulo. "No jogo de braço entre papeleiros e empresa não houve ganhadores", destacou o comunicado do Sinticel. De acordo com o próprio sindicato, a oferta da companhia inclui a redução do abono de férias, de 40% para 33,33%, além de redução de direitos em relação a plano de saúde e seguro de vida, entre outros benefícios que duram mais de 30 anos. O reajuste salarial proposto pela companhia, e já em vigor, é de 5,73%. A data-base dos trabalhadores do setor é em 1º de novembro. A unidade de Aracruz é o principal complexo produtivo da Fibria, com capacidade para produzir aproximadamente 2,3 milhões de toneladas de celulose, o equivalente a cerca de 40% da produção total do insumo vendido a terceiros pela companhia. A Fibria, empresa resultante da união entre Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), é a maior fabricante mundial de celulose de eucalipto.

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