Os funcionários da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiram cruzar os braços na próxima terça-feira e quarta-feira em protesto contra a decisão do governo de excluir os trabalhadores da entidade do acordo de reajuste salarial firmado com vários órgãos do governo federal, inclusive o Banco Central e a Receita Federal. Os trabalhadores ameaçam greve por um período indeterminado caso o governo não aceite suas reivindicações.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos funcionários da CVM, o SindCVM, Léo Mello, a exclusão da autarquia do acordo é um desprestígio ao corpo técnico da CVM, o que acaba por enfraquecer a autoridade do órgão responsável pela fiscalização de um mercado de capitais avaliado em R$ 2,5 trilhões, da terceira maior bolsa de valores e futuros do mundo, além de mais de 8 mil fundos de investimento, com patrimônio líquido superior a R$ 1,2 trilhão.

"Com essa paralisação de advertência queremos manter nossa remuneração equilibrada com a de outros órgãos. Sempre tivemos um padrão de remuneração equilibrado com a Receita Federal e com o Banco Central", lembrou.

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