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FT.com: pedidos de concordata no mundo devem atingir recorde em 2009

Uma quantidade recorde de companhias deverá pedir concordata no ano que vem. Segundo um relatório da Euler Hermes, que é parte da seguradora alemã Allianz, 62 mil companhias entrarão em crise em 2009, das 42 mil deste ano e 28 mil do ano passado.

Agência Estado |

Em termos absolutos, esse número é muito inferior aos da Europa ocidental, onde a grande quantidade de empresas pequenas indica que as insolvências deverão aumentar em cerca de um terço, das 149 mil do ano passado para 197 mil em 2009.

"A crise financeira aumentará dramaticamente o risco de concordata, particularmente no ano que vem", disse o economista-chefe da Euler Hermes, Romeo Grill. "Haverá uma explosão nos EUA, mas também um grande aumento na Europa."

Grill disse esperar que a maior parte das concordatas na Europa vai se concentrar nos setores automotivo, de varejo e têxtil, além de logística. O país com o maior número de insolvências no ano que vem deverá ser a França, com 63 mil. Mas existe a previsão de que Espanha, Irlanda e Reino Unido também apresentarão grandes aumentos.

O Japão, único país asiático que faz parte da pesquisa, também será atingido, com o número de concordatas subindo de 14 mil no ano passado para 17 mil no próximo. Todos os países com exceção do Japão registrarão mais insolvências do que as da última crise, de 2001/2002.

O relatório da Euler Hermes foi divulgado após a Moody's ter previsto no mês passado que a quantidade de default entre companhias com classificação em nível junk vai aumentar de 1% no ano passado para 10% em 2009. Mas a pesquisa da Euler Hermes é mais abrangente, já que um número relativamente pequeno de empresas possui ratings.

Companhias em todo o mundo reclamam da dificuldade de se obter crédito. Os empréstimos sindicalizados para tomadores com ratings de grau de investimento e especulativo praticamente caíram à metade na Europa e nos EUA em comparação com o registrado no ano passado, mas permanecem estáveis na Ásia, segundo a Dealogic.

Uma diferença da crise atual é que as companhias maiores parecem estar sofrendo tanto quanto as menores. (Richard Milne e Anousha Sakoui)

Fonte: Financial Times

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