O presidente-executivo da General Motors (GM), Fritz Henderson, deixou o cargo ontem. A saída foi anunciada pelo presidente do conselho de administração do grupo, Edward Whitacre, que vai assumir interinamente a presidência-executiva.

Em entrevista coletiva, Whitacre disse que, embora a companhia estivesse se recuperando, após sair da concordata, em junho, todos estavam de acordo "que eram necessárias mudanças para continuar a reestruturação".

Henderson assumiu a direção da GM no último dia de março, depois que a Casa Branca forçou a renúncia do ex-presidente, Rick Wagoner, por diferenças sobre a reestruturação da companhia. O executivo estava na GM havia 25 anos e, assim como Wagoner, dirigiu as operações do grupo no Brasil.

Whitacre fez questão de afirmar que assumirá a presidência do grupo de forma provisória e que a empresa "iniciou de forma imediata a busca de um novo presidente-executivo". Após agradecer o trabalho realizado por Henderson, ele abandonou a entrevista sem responder às perguntas da imprensa.

Whitacre, que foi presidente-executivo de AT&T até 2007, data em que se aposentou, após receber um pacote que chegava a US$ 158 milhões, assumiu a presidência do conselho de administração da General Motors em 9 de junho. Desde sua chegada à GM, o executivo implantou um novo estilo ao conselho de administração da fabricante de automóveis, mais combativo e, em muitos casos, enfrentando as decisões dos executivos da companhia.

O conselho de administração se mostrou reticente desde o início à venda da Opel negociada pela equipe de Henderson, e foi finalmente quem decidiu cancelar no último momento o acordo alcançado com o consórcio comandado pelo grupo canadense Magna.

Um porta-voz da GM disse que o governo americano foi informado da saída de Henderson. O governo americano é o principal acionista da GM desde que a empresa saiu da concordata.

Ontem, em outro informe divulgado antes do anúncio da saída de Henderson, a diretoria da GM informou que vai avaliar ofertas potenciais para sua marca Saab até o final de dezembro e que vai começar a reduzir as operações se não encontrar "um arranjo adequado".

"Por cauda de acordos de não divulgação, não vamos confirmar ou comentar qualquer transação potencial ou outras questões, a menos e até que possamos determinar que a divulgação é apropriada", disse o grupo, em nota. Na semana passada, a Koenigsegg Automotive disse à GM que tinha abandonado seu plano para comprar a Saab.

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