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¿?frica do Sul: potencial de consumo atrai grupos brasileiros

A Brasil Foods, nova gigante mundial de alimentos, fruto da aliança entre Sadia e Perdigão, de olho no mercado africano, abrirá em Johannesburgo em julho sua primeira representação na ¿?frica. Será o 16º escritório internacional do grupo, que também tem fábricas na Argentina, Holanda e Inglaterra.

AE |

A Brasil Foods, nova gigante mundial de alimentos, fruto da aliança entre Sadia e Perdigão, de olho no mercado africano, abrirá em Johannesburgo em julho sua primeira representação na ¿?frica. Será o 16º escritório internacional do grupo, que também tem fábricas na Argentina, Holanda e Inglaterra. "A ¿?frica é um mercado de alto potencial: o consumo de proteína animal é muito baixo, mas está crescendo junto com o desenvolvimento que está chegando", disse Antonio Augusto de Toni, diretor de comércio exterior da Brasil Foods. Há alguns anos a Sadia já tem presença nas gôndolas dos supermercados sul-africanos, com exportação regular e ações de degustação em redes como Pickn Pay, Checkers e Woolworths. Várias outras marcas brasileiras estão presentes na ¿?frica do Sul, pelo sistema de franquia, exportação ou vendas spot, quase todas com sucesso. Algumas delas, como a Brasil Foods, escolhem o país como base para conquistar mercados no restante do continente. A Predilecta Alimentos, de São Lourenço do Turvo (SP), empresa de processamento de frutas que exporta doces, geleias, conservas e molhos de tomate para 55 países, mantém um distribuidor no país. "A ¿?frica do Sul é o país-referência hoje na ¿?frica, a cara mais moderna do continente", disse Rogério Byczyk, gerente de marketing da Predilecta. A trading First Group, de Santa Catarina, trabalha no mercado sul-africano desde 2005 vendendo carne, frango, material de construção, roupas e máquinas de todo tipo. "É um país de oportunidades", afirma Eloelene Monzani, responsável pela área comercial do departamento de exportação. Segundo ela, é comum clientes atuarem informalmente como distribuidores. Compram caixas de 10 quilos de frango, fragmentam as porções e as revendem a pequenas mercearias de bairro. Nos shoppings centers das principais cidades, vêem-se racks das sandálias Havaianas, trazidas do Brasil pela importadora sul-africana The Brazilian Sandal Company. São objetos de desejo desde que, em 2008, um comercial de televisão mostrou as sandálias coloridas brotando de uma árvore seca para celebrar a chegada da primavera. Preço médio: US$ 25. Nas lojas de material de construção, quem quiser pode comprar louças sanitárias brasileiras da marca Hervy, empresa fundada no século 19 em Osasco, na grande São Paulo, e hoje com fabrica em Taubaté (SP). "O nome Brasil está associado a um estilo de vida e bom gosto que os sul-africanos adoram", disse Arthur Louro, empresário de origem portuguesa que abriu no ano passado a primeira franquia da marca de calçados e bolsas Carmen Steffen, de Franca (SP), em Johannesburgo. A empresa já tinha franquias em países como Estados Unidos, França e Austrália. O primeiro contêiner com 1.800 pares de sapatos foi praticamente vendido em 8 meses na loja instalada no Bedford Center, shopping de luxo no bairro rico de Bedfordvew. Preço médio dos sapatos femininos: US$ 280. Em alguns casos, conflitos com distribuidores locais, desconhecimento da cultura local ou choque com o gosto dos consumidores frustram as primeiras investidas no mercado. Pelo menos duas grandes empresas brasileiras estão reformulando seu modelo de negócios no país. A Ourofino Agronegócios, de Cravinhos (SP), especializada em produtos farmacêuticos veterinários, com exportações para 30 países, manteve escritório e gerente próprios em Johannesburgo por quase 10 anos, mas congelou a operação recentemente insatisfeita com os resultados. "A ¿?frica do Sul é um mercado potencialmente ótimo, bastante técnico em relação ao resto do continente, sem nomadismo, com fazendas cercadas e grandes rebanhos", disse Renata Faggioni, supervisora de comércio exterior da Ourofino. Segundo dados da FAO, órgão das Nações Unidas para agricultura e alimentação, a ¿?frica do Sul tem 14,3 milhões de bovinos e 25,2 milhões de ovinos. Por isso a empresa está em negociações para voltar à praça sul-africana, com um parceiro local. No último dia de abril, Perry Rodriguez, o franqueado sul-africano da Boticário - marca presente com outras franquias também em Angola e Moçambique - fechou o último ponto de vendas da sua rede. Chegou a ter seis lojas e três quiosques Boticário nos principais shoppings de Johannesburgo e na Cidade do Cabo - na Cavendish Square e no aeroporto internacional. Para promover a marca, Rodriguez afirma que fez publicidade por conta própria e patrocinou um concurso de beleza. "Recebi metas altas de vendas, mas não obtive o prometido apoio de marketing", diz. A direção da Boticário, em São José dos Pinhais (PR), não comentou a suspensão da operação, mas confirma que está elaborando um novo plano de negócios. O advogado Emile Myburgh, que presta serviços à Embaixada do Brasil em Pretória e a grandes empresas brasileiras na ¿?frica austral, faz recomendações para quem quer se estabelecer no país africano - confiança no distribuidor, pesquisas e ações de marketing . "Somos povos parecidos - o espírito caloroso, o amor pela vida ao ar livre e o esporte - mas diferentes noutras", diz. "Na ¿?frica do Sul é possível levar uma empresa ou uma pessoa aos tribunais por violação de um contrato verbal". A imagem positiva do Brasil na ¿?frica faz com que marcas brasileiras sejam vistas com grande simpatia. Uma loja em Johannesburgo que ostenta a marca da tradicional doceria e chocolatier paulistano Ofner nada tem a ver com a empresa brasileira. Trata-se de uma padaria e lanchonete fundada por dois irmãos libaneses que, de passagem por São Paulo, gostaram tanto das lojas Ofner que resolveram levar o nome e a logomarca para a ¿?frica do Sul. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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