Nas grandes cidades sul-africanas, o transporte coletivo ainda é baseado numa rede anárquica de perueiros, que resiste à tentativa do governo de implantar linhas de ônibus eficientes a tempo da Copa. No mês passado, uma delegação do Sinduscon de São Paulo ouviu um dirigente do comitê organizador da Copa expressar o temor de que de 10% a 15% das pessoas com ingressos para os jogos não consigam chegar aos estádios, por conta do trânsito engarrafado e da falta de transporte coletivo.

Nas grandes cidades sul-africanas, o transporte coletivo ainda é baseado numa rede anárquica de perueiros, que resiste à tentativa do governo de implantar linhas de ônibus eficientes a tempo da Copa. No mês passado, uma delegação do Sinduscon de São Paulo ouviu um dirigente do comitê organizador da Copa expressar o temor de que de 10% a 15% das pessoas com ingressos para os jogos não consigam chegar aos estádios, por conta do trânsito engarrafado e da falta de transporte coletivo. Com a necessidade de grandes obras e a promessa de crescimento, o governo se lançou numa ofensiva inédita para atrair investidores. Em 2008, a ¿?frica do Sul foi o 30º país do mundo a receber mais investimentos estrangeiros diretos (o Brasil ocupou a 14ª posição), com um estoque de US$ 125 bilhões. Nesse quesito, ninguém bate a China que, em 2009, ultrapassou a Alemanha como primeiro parceiro comercial da ¿?frica do Sul. Os chineses investem em mineração, construção, máquinas e indústria eletrônica. Em 2008, o Industrial and Commercial Bank of China comprou 20% do Standard Bank, maior instituição financeira da ¿?frica do Sul e de todo o continente por US$ 5,5 bilhões de dólares. Desde o ano passado, o Standard Bank tem uma filial em São Paulo, onde atua no financiamento de projetos de investimentos. "Até algum tempo atrás, a América Latina e o Brasil pareciam distantes e complicados para nós", disse Jacob Moatshe, cônsul comercial da ¿?frica do Sul em São Paulo. "Hoje nossa missão é fazer um marketing agressivo para atrair empresas e investimentos brasileiros". O presidente Lula tem política de apoio oficial à internacionalização das empresas brasileiras, e o BNDES passou recentemente a financiar exportações para mercados convergentes com a política externa. Não obstante isso, a presença econômica do Brasil na ¿?frica do Sul ainda é relativamente modesta. As empresas brasileiras mais musculosas e internacionalizadas têm presença modesta no país. A Vale, que passou a condicionar a economia moçambicana com seu mega investimento na mina de carvão mineral de Moatize, tem em Johannesburgo um escritório de pesquisa mineral. Há um ano, associou-se à sul-africana African Rainbow Minerals, num negócio de US$ 81 milhões, para explorar cobre em países vizinhos. A Odebrecht, com atuação em duas dezenas de países e presença em todos os setores da economia de Angola há 25 anos, na ¿?frica do Sul registra apenas duas obras, na década de 90. As demais grandes empreiteiras brasileiras, presentes em muitos países africanos, estão ausentes da ¿?frica do Sul. "Nosso objetivo estratégico é receber investimentos que gerem empregos e façam da nossa região base de expansão para o continente", disse Rui Fragoso, executivo de origem portuguesa da Gauteng Economic Development Agency, agência de atração de investimentos da província de Johannesburgo e Pretória. Com o mesmo objetivo - investir na ¿?frica do Sul de olho no mercado africano - Fabio Janowski, diretor da Marcopolo sul-africana até o ano passado, decidiu empreender no país e, com o sócio Miguel Arrata, ex-executivo da Volvo, criou duas empresas. A BRAF Automotive dedica-se à importação de peças para veículos comerciais, motores e partes para chassis e carrocerias. A BRAF Energy Systems, em parceria com a brasileira Poit Energy, aluga geradores, equipamento para aquecimento solar e geração de energia solar para iluminação. "Este é um país com grande potencial, mas carente de energia", disse Janowski. Por enquanto, os empresários que viajam entre a ¿?frica do Sul e o Brasil têm à disposição apenas os aviões da South African Airways (SAA), que faz vôos diários na rota Johannesburgo- São Paulo, quase sempre lotados. Dentro de um mês, adicionará outras quatro frequências semanais. A TAM planejava entrar na rota no ano passado, mas atribui a mudança de planos à crise econômica mundial de 2009. Resta-lhe, como patrocinadora oficial da seleção brasileira, o consolo de ser a transportadora oficial do time de Dunga. <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.