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¿?frica do Sul: Marcopolo é considerada case de sucesso

Além dos onze craques que Dunga vai colocar em campo, outras estrelas brasileiras na próxima Copa do Mundo serão os 460 ônibus Marcopolo que a FIFA vai usar para transportar suas delegações e convidados VIP. Detalhe: os ônibus brasileiros são "made in South Africa", ou seja, montados na fábrica que a gaúcha Marcopolo inaugurou em 2000 na cidade de Johannesburgo.

AE |

Além dos onze craques que Dunga vai colocar em campo, outras estrelas brasileiras na próxima Copa do Mundo serão os 460 ônibus Marcopolo que a FIFA vai usar para transportar suas delegações e convidados VIP. Detalhe: os ônibus brasileiros são "made in South Africa", ou seja, montados na fábrica que a gaúcha Marcopolo inaugurou em 2000 na cidade de Johannesburgo. Antes de fincar sua fábrica na maior cidade sul-africana, a empresa brasileira passara os seis anos anteriores exportando ônibus fabricados no Brasil. A visibilidade da marca brasileira estará também no novíssimo sistema de corredores de transporte coletivo de Johannesburgo, conhecido pela sigla em inglês BRT (Bus Rapid Transit), com 94 quilômetros de extensão. Em janeiro passado, a Marcopolo sul-africana venceu a concorrência para fornecer os 143 ônibus da primeira fase do projeto, um terço deles veículos articulados com capacidade para 112 passageiros e os demais, monoblocos para 81 pessoas. Além dos ônibus, a inteligência por trás da criação e operação do sistema é também brasileira. Quem fornece o planejamento do sistema e os softwares para controlar o tráfego é a Logit, empresa de São Paulo liderada por um time de engenheiros egressos do IPT e da Escola Politécnica da USP. "O ciclo de renovação e reformas iniciado na África do Sul com o fim do apartheid foi fundamental para desenvolver o país, estimular negócios e criar oportunidades", disse José Rubens de la Rosa, diretor-geral da Marcopolo. "E a Copa do Mundo tornou inadiável incrementar a mobilidade coletiva nas grandes cidades, estimulando mais ainda a produção de ônibus." Para passar de exportadora brasileira para montadora local, com quase 40% de participação de mercado, a Marcopolo comprou, há dez anos, as antigas instalações da Volvo no bairro industrial de Germiston, na zona Oeste de Johannesburgo. São 32 mil metros quadrados de área, dos quais 8 mil construídos. Modernização. Só nos últimos dois anos a empresa investiu quase US$ 10 milhões em modernização e ampliação das instalações, incluindo uma nova cabine de pintura importada da Alemanha no ano passado no valor de US$ 1 milhão. Estimulada pelos contratos para a Copa do Mundo e para o sistema BRT, a Marcopolo sul-africana, empresa 100% subsidiária da matriz brasileira, deve entregar 700 ônibus até o fim deste ano. Em novembro passado, ao receber uma missão comercial brasileira liderada pelo ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge, o ministro do Comércio e Indústria da África do Sul, Rob Davies , apontou a operação da Marcopolo no país como exemplar em termos de investimentos estrangeiros. Seja pelo volume de empregos diretos gerados, seja pelo crescente índice de nacionalização das peças usadas na montagem das carrocerias (os chassis e motores são produzidos por fábricas locais da Mercedes, MAN e de outras marcas). Os principais clientes da montadora são as administrações públicas (prefeituras e governos) ou operadores privados que fazem transporte para empresas, entre elas algumas no rico nicho da mineração. Os ônibus de luxo, modelo Paradiso, usado em linhas intermunicipais ou transporte executivo, ainda têm a maioria de seus elementos fabricados no Brasil, com a montagem final em Germiston. O modelo mais vendido para transporte público é o Torino, com índice de nacionalização de 75%. Com as obras de expansão da fábrica, encerradas há duas semanas, mais uma peça passou a ser moldada e acabada em Johannesburgo: os porta-objetos sobre as poltronas, que até então vinham prontos e revestidos do Brasil. Os ônibus sul-africanos da marca brasileira são exportados para países vizinhos como Namíbia, Botsuana, Moçambique, Zimbábue. Competição. Não faltam concorrentes para a Marcopolo: a indiana Tata, de quem é sócia na Índia; a espanhola Irizar, que tem linha de produção no Brasil (em Botucatu, no interior de São Paulo), mas exporta suas versões de luxo diretamente da Espanha para finalização em Johannesburgo; a MAN, que vende chassis e motores para a Marcopolo sul-africana mas também vende no mercado ônibus completos com sua própria marca. Entre as brasileiras, a Busscar, de Joinville (SC) - que tem um importador exclusivo na Cidade do Cabo, a Busses Africa Overseas Ltd (a empresa sul-africana manteve o "ss" do nome brasileiro) - e a Caio, também de Botucatu (SP), que exporta do Brasil carrocerias parcialmente desmontadas para finalizá-las numa operação de joint venture com sócio sul-africano.

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