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¿?frica do Sul: A grande aposta do gigante

A Mandela Square em Johannesburgo é uma celebração permanente. Fica no coração de Sandton, bairro moderno onde as grandes corporações têm seus escritórios e os ricos moram em condomínios exclusivos.

AE |

A Mandela Square em Johannesburgo é uma celebração permanente. Fica no coração de Sandton, bairro moderno onde as grandes corporações têm seus escritórios e os ricos moram em condomínios exclusivos. Numa extremidade da pequena praça está o Kraft and Design Center, ótimo lugar para comprar artesanato sul-africano de bom gosto. Ali também é possível encontrar, entre outros restaurantes, um tailandês, uma brasserie francesa, um pub irlandês, uma trattoria italiana e o restaurante de comida africana Lekgotla, que serve carne de gazela, carpaccio de crocodilo e outras iguarias regadas com bons vinhos do país. O hotel mais caro da cidade, The Michelangelo, fecha um lado da praça. Do lado oposto há um shopping center de luxo. Na hora do almoço, o espaço é invadido por executivos que falam de negócios à sombra de ombreloni, enquanto grupos de músicos se revezam ao ar livre. Com sua vibração contínua e cheiro de riqueza no ar, a praça Mandela parece representar bem a ¿?frica do Sul de hoje, no proscênio mundial por ter conquistado o titulo de maior economia do continente e por hospedar a próxima Copa do Mundo de Futebol. Para um país emergente como a ¿?frica do Sul, onde a afluência de alguns convive com a pobreza de muitos, os efeitos do maior evento do futebol mundial irão muito além dos aspectos esportivos. Segundo estudo da filial sul-africana da empresa de consultoria multinacional Grant Thornton, a Copa do Mundo terá um impacto da ordem de US$ 13,2 bilhões na economia do país. Essa dinheirama é o resultado de investimentos em obras de infraestrutura, movimentação de turistas e vendas relacionadas ao evento. São esperados 373 mil visitantes estrangeiros especialmente para a Copa. O impacto adicional sobre a economia será de 0,54%, o que é bastante significativo pois fará o PIB crescer entre 2% e 2,5% em 2010 depois de ter sido negativo em 1,4% no ano passado, em função da crise mundial. O governo estima que a preparação do evento tenha gerado 500 mil empregos diretos e indiretos. Ainda que boa parte seja por tempo determinado, é um alívio num país onde o índice oficial de desemprego bateu em 24,3% em dezembro passado, afetando um quarto da população economicamente ativa. "Nós continuamos a ser otimistas sobre os resultados da Copa do Mundo", disse Gillian Saunders, analista da Grant Thornton e autora do estudo sobre o impacto da Copa. "Será um evento grandioso, os estádios estarão cheios e o verdadeiro benefício para a ¿?frica do Sul de organizar algo dessa magnitude serão seus desdobramentos a partir de agora". Globalização. Entre esses prováveis desdobramento Gillian aponta um lustro na imagem da ¿?frica do Sul, agora vista como um país mais eficiente, integrado, moderno, competitivo e plenamente inserido no mundo. Em 2004, quando a ¿?frica do Sul recebeu a missão de acolher a primeira Copa na ¿?frica, tinha passado apenas uma década desde a posse do primeiro governo de maioria negra e não faltou na época quem duvidasse da capacidade de o país organizar um evento dessa envergadura. Mas, faltando pouco mais de um mês para o inicio da Copa, não se encontra ninguém na ¿?frica do Sul que duvide do seu êxito. Porto Elisabeth, Durban e Cidade do Cabo correm para dar os últimos retoques nas obras para a Copa. A província de Gauteng - onde estão o centro do poder político, Pretória, e o centro do poder econômico, Johannesburgo - produz 42% do PIB nacional. É ali que está em curso a obra pública mais vistosa do momento, o chamado Gautrem. Trata-se de um trem de alta velocidade, com 80 quilômetros de trilhos parcialmente em via elevada, ligando as duas cidades e o principal aeroporto internacional do país, O.R. Tambo. Numa rara nota dissonante, esse projeto ambicioso, de US$ 4 bilhões, não deverá ficar pronto a tempo da Copa. A ¿?frica do Sul pós-apartheid vem desperta o interesse dos investidores internacionais por seu histórico de estabilidade política e potencial de crescimento. É um centro gerador de negócios com particular influência na ¿?frica austral e um mercado de quase 50 milhões de habitantes, que agrega a cada novo ano milhares de novos consumidores de uma classe média robustecida pela ascensão econômica da população negra. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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