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Friboi e Minerva limitam abates de bovinos

As incertezas em relação à demanda mundial por carne bovina e a falta de animais para abate no pico da entressafra estão fazendo com que alguns frigoríficos alterem suas estratégias e suspendam temporariamente seus abates, dando férias coletivas para os funcionários. A unidade do JBS-Friboi em Presidente Epitácio, por exemplo, está com abates suspensos até a primeira semana de novembro.

Agência Estado |

A unidade, que realiza o abate de cortes incluídos na Cota Hilton e a produção de carnes industrializadas para atender os mercados dos Estados Unidos, Canadá e Japão, tem capacidade de abate de 1.050 cabeças por dia.

Outro frigorífico que anunciou paralisação dos abates em uma de suas unidades foi o Minerva. A planta de Goianésia entra em férias coletivas a partir da próxima segunda-feira e fica parada por 30 dias. Segundo Ronald Aitken, gerente de Relacionamento com Investidor do Minerva, a paralisação não está relacionada com problemas da Rússia, mas para aproveitar o período sazonal de falta de animais.

Desde a semana passada, os importadores de carne da Rússia cancelaram alguns contratos ou pediram revisão nos preços negociados, alegando dificuldades de pagamento. Apesar das reclamações dos exportadores brasileiros, alguns analistas consideraram o pedido natural, se tratando da Rússia.

A notícia do rebaixamento da nota e os boatos sobre a fragilidade do sistema financeiro russo se tornando cada vez mais freqüentes entre corretores e operadores do mercado estão deixando o mercado agitado. Ontem, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), por exemplo, os contratos com vencimento mais distantes caíam há pouco mais de 2,5%, reagindo às notícias da Rússia e também ao temor sobre uma recessão mundial.

Na avaliação do analista da Scot Consultoria, Fabiano Tito Rosa, a queda na demanda internacional já é dada como certa e muitos países irão interromper seu crescimento. "Resta saber se os países que deixarão de crescer serão os que importam produtos do Brasil", disse.

O governo do Estado de São Paulo estuda três projetos pontuais para liberar ao menos R$ 465 milhões em créditos retidos de exportação do Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) para financiar e dar capital de giro aos grupos frigoríficos Bertin e Minerva e à companhia sucroalcooleira Açúcar Guarani. Com a escassez de recursos após a crise internacional, as companhias pediram, nos processos já protocolados na Secretaria da Fazenda de São Paulo, a liberação mensal acima dos R$ 4 milhões autorizados em créditos do ICMS retidos.

O Grupo Bertin, por exemplo, que tem R$ 260 milhões em créditos, pediu R$ 225 milhões divididos em parcelas mensais de R$ 12,5 milhões, ao longo de um ano e meio. Os recursos seriam investidos no projeto de ampliação da unidade de Lins (SP), sede do frigorífico, para finalizar a construção de uma linha de pratos prontos. O Minerva, com sede em Barretos (SP), solicitou em torno de R$ 120 milhões para serem injetados na joint venture com a irlandesa Dawn Farms Food, na cidade.

Já a Açúcar Guarani também pediu a liberação de R$ 120 milhões ao governo paulista. A empresa pretende aplicar o recurso no projeto de ampliação da estrutura de co-geração de energia elétrica de uma de suas unidades sucroalcooleiras. A resposta do governo é aguardada para até o início de novembro.

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