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Freeport é a melhor opção para a Vale, diz banco

A companhia americana Freeport McMoRan é a melhor opção, do ponto de vista financeiro, para uma eventual compra de ativos no exterior pela mineradora Vale. Pelo menos foi o que apontou um relatório feito pelo banco de investimentos Goldman Sachs, que fez um comparativo de quatro empresas que vêm sendo apontadas como possíveis alvos da Vale.

Agência Estado |

Além da Freeport, foram avaliados dados da britânica Anglo American, da anglo-suíço Xstrata e da americana Alcoa.

A Freeport, segunda maior produtora de cobre do mundo, oferece, de acordo com o relatório, a melhor relação entre o valor da empresa e a geração de caixa. O preço da aquisição seria de US$ 52,3 bilhões - para todas as companhias avaliadas, o valor foi estimado com ágio de 24%. Corresponde a 2,4 vezes o fluxo de caixa anual, segundo a estimativa para 2009. Caso fosse adquirida, a dívida gerada pelo negócio seria de US$ 39,7 bilhões. Assim, a dívida total da Vale continuaria abaixo de 2,5 vezes o fluxo de caixa anual.

Se optasse por levar a Anglo, a quarta maior mineradora do mundo, a Vale teria de dispor de US$ 90 bilhões. Com esse valor, daria para adquirir duas outras mineradoras: a Freeport e a Alcoa, segunda maior produtora de alumínio do mundo, que teve o preço estimado em US$ 36,6 bilhões.

Para arcar com o custo no caso da Anglo, a Vale precisaria se endividar em mais US$ 62,7 bilhões e, além disso, fazer uma oferta adicional de ações de US$ 14,8 bilhões. Isso, sem contar a captação feita na semana passada, que não conseguiu chegar aos US$ 15 bilhões pretendidos, ficando em cerca de US$ 12 bilhões.

Em relação à Xstrata, a quinta maior mineradora do mundo, o preço da compra foi calculado em US$ 92,7 bilhões, com emissão de US$ 62,8 bilhões em dívida e uma oferta pública adicional de US$ 17,4 bilhões, somando US$ 29,9 bilhões nas duas. Já para adquirir a Freeport ou a Alcoa, não haveria necessidade de ofertas públicas adicionais e o endividamento seria bem menor.

A eventual compra pela Vale, segunda no ranking mundial do setor, de uma empresa do porte da Anglo ou da Xstrata, é considerada uma operação difícil, já que, avaliam analistas do setor, o endividamento da companhia ficaria alto. "A Vale comprar a Anglo seria praticamente uma fusão", disse um analista de outra instituição financeira.

A Vale já fez este ano uma oferta pela Xstrata, com uma troca de ações no estilo de uma fusão. A operação, que foi estimada à época em cerca de US$ 90 bilhões, porém, foi rejeitada.

A empresa brasileira quer chegar ao primeiro lugar do ranking mundial e superar a anglo-australiana BHP Billiton, que também já fez mais de uma oferta pela também anglo-australiana Rio Tinto, que ocupa a terceira posição.

Para a Alcoa, preço e dívida seriam menores, situando-se, respectivamente, em US$ 36,563 bilhões e US$ 24,046 bilhões. Mas a relação valor da empresa e geração de caixa é a mais alta para o conjunto da Vale mais o da empresa adquirida, estimada em 6,0 para 2009. Para as demais, essa relação ficaria em 3,2 na Freeport; 4,7 na Anglo; e 5,6 na Xstrata.

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