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Fraude Madoff atinge em cheio organizações beneficentes judaicas

Milhares de pobres, ajudados por fundações criadas por mecenas judeus, hoje obrigadas a fechar suas portas, vão se juntar aos grandes bancos e aos ricos investidores no grupo das vítimas do gigantesco esquema de fraude montado pelo gestor de fundos americano Bernard Madoff.

AFP |

Assim que foi anunciada a detenção de Madoff, que avaliou as perdas totais de seus clientes em 50 bilhões de dólares, a Fundação JEHT publicou um comunicado explicando que seus criadores, Jeanne e Kenneth Levy-Church, tinham encarregado o gestor de fundos americano de administrar seus capitais.

A Fundação JEHT, com sede em Nova York e criada em 2000 para ajudar os detentos, principalmente os mais jovens, "vai fechar suas portas", segundo o comunicado.

Várias outras organizações beneficentes criadas por mecenas judeus foram arrastadas pelo tsunami Madoff, levando junto os homens e mulheres que dependiam de sua generosidade para sobreviver.

"Fundos destinados a ações filantrópicas foram totalmente dilapidados", lamentou Gary Tobin, presidente do Institute for Jewish and Community Research em San Francisco (Califórnia, oeste dos EUA).

"Ainda não sabemos se as perdas representam centenas de milhões ou bilhões de dólares, mas em todo caso são quantias enormes", acrescentou.

O esquema de fraude montado pelo ex-presidente da Nasdaq também atingiu a Wunderkinder Foundation, do diretor de cinema Steven Spielberg, que admitiu ter investido em fundos Madoff mas não revelou precisamente suas perdas.

A fundação de Spielberg apoiava, entre outros estabelecimentos, o Cedars Sinai Medical Center e o Chabad Charity Children of Chernobyl.

Segundo especialistas, o fornecimento de alimentos aos idosos necessitados e de medicamentos aos mais pobres são diretamente ameaçados pela fraude de Bernard Madoff, que ludibriou os ricos doadores judeus.

"A elite dos mecenas judeus evolui dentro de um círculo muito fechado, com redes principalmente familiares, o que explica porque o caso Madoff é considerado como uma traição dentro da família. Todo mundo está envergonhado", comentou Gary Tobin.

Na Califórnia, a Chais Family Foundation demitiu seus funcionários e fechou suas portas no fim de semana passado. Esta fundação judaica, que distribuía 12,5 milhões de dólares a cada ano, perdeu tudo.

Na costa leste, a Robert I. Lappin Charitable Foundation, com sede em Boston (Massasuchetts, nordeste dos EUA), está na mesma situação. "O dinheiro se evaporou", admitiu.

"Trata-se de uma verdadeira catástrofe", resumiu Rob Eshman, redator-chefe do Jewish Journal, radicado em Los Angeles.

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