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SÃO PAULO - O aumento da insegurança em relação à situação na Europa, com o foco ainda concentrado nas preocupações com a endividada Grécia, está provocando nova baixa do euro nos negócios desta quinta-feira. A maior aversão ao risco também recai sobre o mercado brasileiro e o dólar opera em alta na primeira etapa da sessão.

Com mínima de R$ 1,831 e máxima de R$ 1,841, há pouco, a moeda americana subia 0,60%, transacionada a R$ 1,835 na compra e a R$ 1,837 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar avançava 0,57%, a R$ 1,8365. Ontem, a divisa encerrou os negócios com leve queda de 0,05%, a R$ 1,826.

Um possível rebaixamento do rating grego dá novo impulso para a fraqueza do euro. Ontem, a Standard & Poor´s alertou que está mantendo o rating soberano da Grécia, mas que essa nota pode ser revista no próximo mês.

Também pesam sobre o mercado novos indicadores macroeconômicos relativos à economia americana. Nesta manhã, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos revelou que os novos pedidos de seguro-desemprego no país somaram 496 mil na semana terminada no dia 20 deste mês, um aumento de 22 mil em relação à marca antecedente, de 474 mil.

Na média das quatro últimas semanas, houve um acréscimo de 6 mil solicitações, para 473,750 mil, perante a leitura anterior, de 467,750 mil.

"Esta é a principal notícia do dia, já que evidenciou que o mercado de trabalho americano ainda não reagiu, e isso coloca em dúvida a confiança do consumidor e a predisposição das famílias americanas a consumir. O dado coloca em cheque o quanto a economia do país vai se recuperar", comentou o economista-chefe da LLA Investimentos, Sérgio Manoel Correia.

(Beatriz Cutait | Valor)

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