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França revisa crescimento em baixa

O agravamento da crise financeira levou o governo francês a rever em baixa sua previsão de crescimento para o próximo ano, deixando-a entre 0,2% e 0,5%, e a anunciar que o déficit público deve ultrapassar o limite fixado pelos tratados europeus.

AFP |

A França espera agora um crescimento entre 0,2% e 0,5% para 2009, contra 1% de antes, indicou nesta quinta-feira a ministra da Economia, Christine Lagarde, em intervenção no Senado.

Para 2010, a França prevê um crescimento de 2% contra 2,5% de antes. Em seguida, ela espera "um retorno a um crescimento da atividade a 2,5% em 2011 e 2012".

O déficit público, inicialmente previsto a 2,7% do PIB em 2009 foi revisado em alta, a 3,1% do PIB, anunciou o ministro do Orçamento, Eric Woerth, igualmente no Senado. O déficit público autorizado para os países da UE é de no máximo 3% do PIB pelas regras européias do tratado de Maastricht e contidas no Pacto de Estabilidade e de crescimento.

Este ano, o déficit público deve ficar em 2,9% do PIB, contra uma previsão anterior de 2,7%.

A nova previsão de crescimento do governo é "responsável, excepcional conforme a situação atual exige, mas lúcida", disse Lagarde.

Ela continua acima da previsão da Comissão Européia, que anunciou segunda-feira uma previsão de um crescimento zero na França para o próximo ano, com um déficit público de 3,5% do PIB.

"A França revisou este dado para considerar o agravamento da crise financeira, cujos efeitos começam a ser sentidos e vão perdurar durante vários trimestres", segundo o ministro.

"Esta crise deixará seqüelas duradouras sobre as economias", comentou.

Os dados de crescimento do terceiro trimestre deste ano, que serão publicados em 14 de novembro, devem confirmar que a França está em recessão. A atividade econômica já recuou 0,3% no segundo trimestre, e ela deve ainda ficar em baixa no terceiro trimestre.

A França também revisou em baixa sua previsão da inflação em 2009, a 1,5%, contra 2% previstos no orçamento, para levar em conta a queda dos preços das matérias primas, assim como sua previsão da taxa de câmbio: ela espera ainda um euro a 1,33 dólar para o próximo ano, contra 1,45 de antes.

As conseqüências da crise financeira serão maiores que os efeitos positivos decorrentes da queda da inflação e da cotação do euro, afirmou Christine Lagarde.

ito/lm

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