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França libera mais ¿ 10,5 bilhões aos bancos

A exemplo do que fez em dezembro de 2008, o governo da França vai liberar mais 10,5 bilhões para irrigar o sistema bancário. A medida vem sendo negociada pelo presidente, Nicolas Sarkozy, pelo Ministério da Economia e pelo Banco da França - a autoridade monetária - com as seis maiores instituições do país, e tem como objetivo oficial fomentar o crédito para a produção e o consumo.

Agência Estado |

Com a soma, o valor distribuído aos bancos franceses desde o início da crise, em setembro, chegará a 21 bilhões, o teto acordado com a Comissão Europeia. Conforme a ministra da Economia, Christine Lagarde, as instituições beneficiadas no "segundo turno" da ajuda ao sistema bancário serão as mesmas: Crédit Agricole, BNP Paribas, Société Générale, Banque Populaire, Caisse d'Epargne e Crédit Mutuel. O empréstimo não implica em participação do governo no capital dos bancos.

De acordo com o presidente do Banco da França, Christian Noyer, a soma não tem como objetivo "compensar fraquezas ou falhas", mas "antecipar problemas eventuais". "Claro que os bancos franceses não estão imunes à crise, mas eles não têm necessidade de reforço da solvência e de capital", disse.

Gunther Capelle-Blancard, membro do Conselho de Análise Econômica, disse ao Estado que o novo acordo envia um sinal aos mercados: "O plano precisa ser implantado antes que haja necessidade. A ideia é mostrar que o governo estará sempre assegurando a solvência e a atividade dos bancos do país."

O Ministério da Economia alega estar estimulando a concessão de crédito para a produção e o consumo. Jézabel Couppey-Soubeyran, especialista do Centro de Economia da Sorbonne, duvida da eficiência da medida: "O fato de que a concessão de crédito desabou não significa que os bancos não estejam dispostos a emprestar, mas que a demanda da indústria e das famílias está paralisada."

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