O presidente francês Nicolas Sarkozy e o primeiro-ministro britânico Gordon Brown disseram nesta terça-feira que sua prioridade é deter o contágio da crise financeira aos países emergentes do Leste Europeu, antes de se reunirem nas imediações de Paris.

"Nossa prioridade neste momento é deter o contágio para outros países, incluindo o Leste Europeu, onde estão surgindo problemas e onde é preciso atuar", disse Brown antes de se reunir com Sarkozy para examinar a crise econômica e financeira.

Ambos os mandatários se reúnem nesta terça-feira à noite em Versalhes, na residência de final de semana do presidente francês, para organizar a reunião de cúpula européia de Bruxelas, no dia 7 de novembro, e a do G20 em Washington, em 15 de novembro. Em ambas as reuniões a agenda estará centrada na crise econômica mundial.

Sarkozy, presidente interino da União Européia, defendeu que a UE, que "dispõe de 12 bilhões (de euros) de liquidez para apoiar um determinado número de Estados", aumente para "pelo menos 20 bilhões de euros" essa "capacidade de resposta à crise".

O presidente francês também disse que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria ter mais recursos para apoiar os países emergentes, principalmente os da Europa Central e do Leste, afetados pela crise financeira internacional.

"É preciso encontrar as maneiras para que o FMI tenha mais meios para apoiar um certo número de Estados, e estou pensando especialmente nos Estados emergentes", declarou o presidente francês.

Antes de viajar para Versalhes, Gordon Brown pediu aos Estados do Golfo, ricos em petróleo, e à China, que aumentem "substancialmente" sua contribuição com o FMI para que ajude a resgatar os países atingidos pela crise econômica.

Os europeus estão preocupados principalmente com a situação na Hungria, Estado-membro da UE.

A Comissão Européia indicou nesta terça-feira que estava concluindo suas propostas de ajuda, cujo valor ainda não foi estabelecido. Por outro lado, Budapeste já foi obrigado a solicitar a ajuda do FMI.

bur/dm

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