O presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou nesta segunda-feira que o grande empréstimo para modernizar a economia do país alcançará 35 bilhões de euros (US$ 52 bilhões), destinados a investimentos públicas no ensino superior, pesquisa, tecnologia e desenvolvimento sustentável.

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"Decidimos mobilizar 35 bilhões de euros que serão dedicados exclusivamente às prioridades do futuro", anunciou Sarkozy em uma entrevista coletiva no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

Sarkozy explicou que o 'grande empréstimo' envolverá investimentos públicos em cinco setores prioritários: ensino superior (11 bilhões de euros), formação e pesquisa (8 bilhões), indústria e empresas (6,5), tecnologia digital (4,5) e desenvolvimento sustentável (5).

O presidente francês informou que 22 dos 35 bilhões de euros sairão dos mercados financeiros, nos quais a boa classificação do país permitirá obter taxas de juros é vantajosas.

Os demais 13 bilhões de euros serão obtidos com os pagamentos dos bancos franceses ao Estado, que ajudou as instituições durante a crise financeira.

"Nosso objetivo é simples: queremos as melhores universidades do mundo", afirmou o chefe de Estado francês antes de anunciar a criação de uma dezena de campi universitários de excelência.

Sarkozy insistiu que o objetivo do que chamou de "nova etapa" é modernizar a economia francesa e aumentar a competitividade.

"Hoje, devemos preparar a França para os desafios do futuro, para que nosso país possa aproveitar plenamente a recuperação, para que seja mais forte, mais competitivo, para que crie mais empregos", disse.

Sarkozy destacou que a medida vai gerar 60 bilhões de euros em investimentos públicos e privados e lembrou que, desde 1974, os investimentos públicos francesas caíram de 12,5% a 7,5%.

"Constantemente temos sacrificado os investimentos. Tem sido um erro", afirmou.

Sarkozy citou como exemplo da perda de competitividade da economia francesa o fato de que nos últimos 10 anos as exportações francesas caíram 20% na comparação não com emergentes como Brasil, Índia e China, e sim com os vizinhos europeus.

O valor do empréstimo está longe dos 100 bilhões de euros que a direita reclamava, mas é a quantia recomendada pela comissão coordenada pelos ex-premieres Alain Juppé (direita) e Michel Rocard (socialista).

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