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França cria organismo para reativar empréstimos interbancários

Paris - A ministra de Economia francesa, Christine Lagarde, implementou nesta sexta-feira o primeiro conselho de Administração do organismo que, através de garantias estatais, pretende reativar os empréstimos interbancários para que empresas e particulares possam receber financiamento.

EFE |

 

Lagarde destacou que a constituição da Sociedade Francesa de Refinanciamento da Economia "não é uma simples (operação) comercial, mas uma operação excepcional", em uma breve declaração na presença da imprensa. Segundo a ministra, em troca dessa excepcionalidade, que pretende "desfazer os bloqueios do sistema financeiro francês", os bancos assumirão dois tipos de compromissos, o primeiro "o financiamento da economia", e o segundo de ordem "ética", referente aos mecanismos de remuneração dos dirigentes e dos operadores de mercados.

Ela afirmou que, para oferecer às entidades financeiras as garantias estaduais de empréstimos por um máximo de 320 bilhões de euros, o Estado pegará dinheiro no mercado e o emprestará a um juro superior para lucrar com a diferença. Além disso, os bancos terão que oferecer ativos como aval para esses empréstimos, e esses deverão ser de um valor superior aos empréstimos. O responsável por se certificar disso será o presidente do Banco da França, Christian Noyer.

O conselho de Administração da Sociedade Francesa de Refinanciamento da Economia -cuja atividade se prolongará até 31 de dezembro de 2009- tem 13 membros, dos quais três representam o Estado, que terá direito a veto.

O presidente será o antigo diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Michel Camdessus, e os bancos disporão de sete administradores.

Lagarde insistiu em que "em sete dias concebemos, desenvolvemos, apresentamos, levamos à votação (no Parlamento) e implementamos o mecanismo", e justificou-o alegando que é preciso agir rapidamente, já que o dinheiro não circula.

"Temos um imperativo para que o sistema funcione", reiterou a ministra, que deu garantias de transparência, com apresentação trimestral do balanço da atividade da nova entidade perante o Parlamento, o que incluirá os nomes dos bancos que recorram a este sistema.

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