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França anuncia que fundo estatal de investimento terá 20 bilhões de euros

Paris, 20 nov (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou hoje que o novo fundo estratégico de investimento criado para ajudar empresas viáveis com dificuldades para enfrentar a crise, e evitar que caiam em mãos estrangeiras, contará com 20 bilhões de euros de ativos estatais.

EFE |

Com esse "montante razoável" que estará disponível durante o próximo ano, o fundo "estará entre os 20 maiores investidores de longo prazo do mundo", destacou Sarkozy, em discurso durante uma visita à sede da companhia Daher em Montrichard, que será uma das primeiras ajudadas por este dispositivo inovador.

"Nunca tinha sido feito isto, mas também não tínhamos tido uma crise assim", disse, para justificar a constituição do fundo, que terá 6 bilhões de euros de liquidez, junto com os ativos industriais do Estado (na Renault, na Air France e em outras companhias) e os da entidade financeira pública Caisse de Dépôts et Consignations (CDC).

Sobre os objetivos, Sarkozy lembrou que são "apoiar o desenvolvimento" das companhias do país para "manter as fábricas na França" e "dar segurança ao capital das empresas estratégicas".

Acerca deste último, advertiu que não tem "intenção de que toda a indústria francesa seja comprada (por estrangeiros) a um preço irrisório quando o Estado pode intervir" para evitar isso.

"Quero que, em nosso país, continuem sendo fabricados trens, navios e aviões", disse Sarkozy, que justificou, assim, as intervenções do Estado no capital da Alstom, da Estaleiros do Atlântico ou da EADS, e disse que trabalhará para impedir que "a França seja unicamente uma reserva para turistas".

Adiantou que, na estratégia de investimento, "é preciso escolher os projetos bons", porque "este fundo não tem vocação de fazer perdurar empresas que não sejam viáveis", mas "salvar as que têm futuro".

Sarkozy especificou que o fundo, a princípio, terá participações minoritárias, porque não pretende controlar e dirigir as empresas nas quais estiver, e não descartou alianças com outros acionistas "que aceitem uma orientação de investimento a médio prazo".

O fundo estratégico de investimento será presidido pelo diretor-geral da CDC, Augustin de Romanet, e a seu lado haverá "um comitê de orientação" encarregado da gestão, no qual haverá representantes sindicais e empresariais, presidido por Jean-François Dehecq, do gigante farmacêutico Sanofi-Aventis. EFE ac/an

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